2 de março de 2026

Bibliografia pessoal (atualizada março 2026)


     Livros próprios (8)

* "Diplomacia Europeia - Instituições, Alargamento e o Futuro da União'', prefácio de Mário Soares, ed. Dom Quixote, Lisboa, 2002

* "Uma Segunda Opinião - Notas de Política Externa e Diplomacia'', prefácio de Jorge Sampaio, ed. Dom Quixote, Lisboa, 2007

* ''As Vésperas e a Alvorada de Abril'', ed. Thesaurus, Brasília, 2007

* ''Tanto Mar? - Portugal, o Brasil e a Europa", ed. Thesaurus, Brasília, 2008

* ''Apontamentos", ed. Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2009

* ''Saudades Nossas'', ed. do autor, Vila Real, 2016

*''A Cidade Imaginária", prefácio de Manuel Cardona, ed. Biblioteca Municipal, Vila Real, 2021

*''Antes que me Esqueça - a diplomacia e a vida", prefácio de Jaime Gama, ed. Dom Quixote, Lisboa, 2023 


     Livro em co-autoria (1)

* ''O Caso República'', com António Pinto Rodrigues, ed. autores, Lisboa, 1975 


    Capítulos em obras coletivas (59)

* ''Portugal e a Conferência Intergovernamental para a Revisão do Tratado da União Europeia,'' ed. MNE, Lisboa, 1996 

* ''Os desafios do Alargamento", in "O Desafio Europeu: Passado, Presente, Futuro,'' coord. João Carlos Espada, ed. Principia, Cascais, 1998 
 
* "Regulamentação e Supervisão", in "Euro - a Nova Moeda no Mundo,'' ed. Grupo Mundial-Confiança, Lisboa, 1998 

*"O que é a Agenda 2000", in "A Agenda 2000 da UE: as suas implicações para Portugal", ed. Conselho Económico e Social, Lisboa, 1998  

"O Projeto Europeu: um Olhar de Portugal", in "O Desafio Europeu - Passado, Presente e Futuro", ed Principia, Cascais, 1998

* ''Desafios de Portugal na Agenda da União Europeia", in "A Diplomacia Portuguesa face ao Sec. XXI'', ed. Instituto Diplomático do MNE, Lisboa, 1999 

* ''Internacionalização - Uma Opção Estratégica para a Economia e as Empresas Portuguesas'', ed. FIEP, Lisboa, 1999 

* ''A Nova Face da Europa,'' in Brasil-Europa, Lisboa/Rio de Janeiro, 1999 

* ''As negociações da Conferência Intergovernamental e o equilíbrio de poderes", in "A Conferência Intergovernamental'', ed. Conselho Económico e Social, Lisboa, 2000 

* ''Outlining Perspectives for Regional Co-Operation", in "The Northern Dimension after Helsinky", ed. Ministry of Foreign Affairs of Finland, Helsínquia, 2000 

* ''La Politique Européenne du Portugal" in "Rencontres Européennes de Pologne", ed. Fondation Robert Schuman, Varsóvia, 2000 

* "An European Vocation" in ''Portugal - A European Story'', coord. A. de Vasconcelos, ed. Principia, s. João do Estoril, 2000 

* ''Presidência Portuguesa da União Europeia e da União da Europa Ocidental em 2000", in "A Diplomacia portuguesa: perspectivas e prioridades,'' ed. Instituto Diplomático do MNE, Lisboa, 2000 

* '''The Portuguese Presidency and the Intergovernmental Conference", in "Rethinking the European Union - IGC 2000 and Beyond,'' ed. European Institute of Public Administration, Maastricht, 2000 

* "The Portuguese EU Presidency in 2000'', ed. Ministry of Foreign Affairs, Lisbon, 2001 

* ''The Interests of Small and Large Member States in the context of Institutional Reform", in "Europe's Constitution - a framework for the future of the Union,'' ed. Herbert Quandt Foundation, Bad Homburg v.d. Höhe, 2001 

* ''A imagem de Portugal na União Europeia", in "A Imagem de Portugal", ed. Instituto Diplomático do MNE, Lisboa, 2001 

* ''The Euro and the World,'' ed. Almedina, Coimbra, 2002 

* ''International Terrorism: the view from Portugal'' ed. K.R. Gupta - Atlantic, ''New Delhi, 2002'' 

* ''União Europeia nas Nações Unidas", in "A União Europeia: os caminhos depois de Nice,'' ed. Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Coimbra, 2002 

* ''Trás-os-Montes e Alto Douro - Conversas sobre o Passado e o Futuro'', org. Pedro Garcias, ed. Público e AMTMAD, Lisboa/Bragança, 2002 

* ''Applicability of OSCE CSBMs in Northeast Asia Revisited,'' ed. Institute of Foreign Affairs and National Security, Seul, 2003 

* ''The Search for Conflict Prevention in the New Security Circumstances - European Security Mechanisms and Security in Asia'', ed. OSCE, Viena, 2004 

* ''The Search for Effective Conflict Prevention'' Ministry of Foreign Affairs of Japan, Tóquio, 2004 

* ''A Europa nas Nações Unidas", in "Os Portugueses nas Nações Unidas,'' coord. C. M. Branco e F. P Garcia'','' ed. Prefácio, Lisboa, 2005. 

* ''Uma Constituição Indispensável?", in Portugal no Futuro da Europa,'' org. Paula M. Pinheiro, ed. Gabinetes do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia, Lisboa, 2006 

* "Os Tratados de Amesterdão e de Nice", in ''20 Anos de Integração Europeia'' (1986-2006), coord. N. A. Leitão, ed. Cosmos, Lisboa, 2007 

* ''Crónica dos Noventa", in "Procópio,'' ed. Bar Procópio, Lisboa, 2007 

* ''Pensar Portugal no Mundo'', ed. Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas da Assembleia da República, Lisboa, 2009 

* ''Respostas", in "25 Anos na União Europeia'', coord. E.P. Ferreira, ed. Almedina, Coimbra, 2011 

* "A Europa e a política externa da Administração Obama", in "Potências Emergentes e Relações Transatlânticas", coor. Mário Mesquita e Paula Vicente, ed. FLAD / Tinta da China, 2012

* ''Portugal numa Europa em mudança", in "Portugal, a Europa e a Crise Económica e Financeira Internacional'', coord. J. R. Silva, com A. Mendonça e A. Romão, ed. Almedina, Coimbra, 2012 

* ''Segurança e Defesa Nacional - Um Conceito Estratégico'', coord. L. Fontoura, ed. Almedina, Coimbra, 2013 

* ''Diplomacia Económica", in "Portugal no Mundo'', ed. Fundação AEP e Fundação de Serralves, Porto, 2014 

* "O lugar de Portugal", in ''Pontes por Construir - Portugal e Alemanha'', coord. L. Coelho, ed. Bairro dos Livros, Porto, 2015 

* ''A Encruzilhada Europeia", in "A Globalização do Desenvolvimento,'' ed. Clube de Lisboa e Instituto Marquês de Valle Flôr, Lisboa, 2017 

* ''Diplomacia - os próximos 100 anos", in "Olhar o Mundo'', coord. A. Mateus, ed. Marcador, Lisboa, 2017 

* ''Os Interesses Permanentes dos Portugueses'', coord. L. V. de Oliveira, ed. Associação Círculo Dr. José de Figueiredo, Porto, 2017 

* ''O Tempo e o Medo", in "Crónicas da Visão (1993-2018)'', ed. revista Visão, Lisboa, 2018 

* ''Estratégia de Segurança Nacional - Portugal Horizonte 2030'', coord. N. Lourenço e A. Costa, ed. Almedina, Coimbra, 2018 

* ''Portugal na Nova Balança da Europa", in "Conferências do Chiado,'' 2º ciclo, ed. CidSenior, Lisboa, 2018 

* "Embaixadores 'políticos' e diplomatas em governos portugueses", in "Estudo da Estrutura Diplomática Portuguesa", coord. Luís Moita, Luís Valença Pinto e Paula Pereira, ed. Observare, Lisboa, 2019

* "A Segunda Presidência portuguesa. A Agenda de Lisboa", in ''As Décadas da Europa'', coord. J.R. Lã, A. Cunha e P. S. Nunes, ed. Book Builders, Lisboa, 2019 

* ''A Imagem de Portugal'', coord. L. V. Oliveira, ed. Associação Círculo Dr. José de Figueiredo, Porto, 2020 

* ''A China, os EUA e nós", in "Conversas Globais'', coord. P. Pinto, ed. Bertrand, Lisboa, 2020 

* "Abril no meio da vida", in "Antologia - o 25 de Abril de 1974. Testemunhos, coord. C. Almada Contreiras e F. Mão de Ferro, ed. Colibri, Lisboa, 2020

* ''A Europa no limiar do século XXI: a segunda Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia: 2000", in "Cova da Moura - A Casa dos Assuntos Europeus'', ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2021

* ''Património Mundial - 20 anos depois. História, Cultura e Património do Douro'', org. L. V. de Oliveira, ed. Amigos de Ventozelo, Régua, 2022 

* ''Soberania e Consciência Nacional", in "A Diplomacia e a Independência de Portugal,'' coord. J. R. Lã, A .L. Faria e A. Cunha, ed. Book Builders, Lisboa, 2022 

* ''... e a Europa aqui tão perto", in "Europeus - Portugal, a Europa e o Mundo,'' coord. F. Rollo e F. Seixas da Costa, ed. Assembleia da República, Lisboa, 2023 

* ''Memória sobre a Segunda Presidência", in "Portugal e as Presidências do Conselho da União Europeia,'' coord. Reinaldo S. Hermenegildo, ed. Fronteira do Caos, Porto, 2023. 

* ''Uma visão europeia", in Segurança - da Europa ao Indo-Pacífico'', ed. Clube de Lisboa / Global Challenges, Lisboa, 2024. 

* "Portugal, seis meses na Presidência da União Europeia", in "E se falássemos da Europa?", coord. Margarida Marques, ed. Tinta da China, Lisboa, 2025

* ''Assim estamos", in "O que faz falta - 50 anos de Arquitetura Portuguesa em Democracia'', org. Jorge Figueira e Ana Neiva, ed. Casa da Arquitectura, Matosinhos, 2025. 

* ''Uma Europa sem otimismo", in "75 Anos da Declaração Schuman - Que Futuro para a Europa?,'' coord. Ana Catarina Mendes, ed. Uma Parceria, Lisboa, 2025 

* ''Explicar", in "Um Mundo Dividido,'' ed. Clube de Lisboa, Lisboa, 2025 



Capítulo em obra coletiva em co-autoria (1)

* ''Portugal", in "Europe’s Coherence Gap in External Crisis and Conflict Management'', com Patrícia Magalhães Ferreira, ed. Bertelsmann Stiftung, Guetersloh, 2020 
   


Textos em publicações académicas, técnicas ou profissionais (*) (53)


* ''Britain and the Opposition to the 'New State','' in "Portuguese Studies", Vol. 10, ed. King's College, Londres,1994

* "Portugal e a Conferência Intergovernamental para a revisão do Tratado da União Europeia", in "Política Internacional", nº 12, Lisboa, 1996 

* ''Portugal and the New Europe'', in CFSP Forum, nº 1/97, ed. Institute für Europäische Politik, Bona, 1997 

* ''UEM - Um projeto político-económico numa Europa solidária", dossiê "União Económica e Monetária,'' "Europa - Novas Fronteiras", nº 1, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1997

* ''Tratado de Amesterdão - História de uma negociação'', in "Política Internacional", nºs 15/16, Lisboa, 1997

* "Portugal e a nova agenda europeia", in "O Economista", nº 19, Lisboa, 1997  

* Creating a flexible approach'', in "The Parliamentarian Monitor", Londres, 1997 

* ''Conferência intergovernamental. A perspectiva portuguesa da negociação do Tratado de Amesterdão", dossiê "Da Conferência Intergovernamental ao Tratado de Amesterdão'', in "Europa - Novas Fronteiras, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1997

* ''Direitos Cívicos e Sociais e o Tratado da União Europeia'', in "Desenvolvimento", nº 8, ed. Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, Lisboa, 1997

* ''O Tratado de Amesterdão e a segurança comum europeia", dossiê "Política Externa e de Segurança Comum,'' in Europa - novas fronteiras", nº 3, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1998

*"Reasons for sharing the Enlargement burden", in "European Voice", Bruxelas, 1998

* ''O Alargamento da União Europeia'', in "Anuário", ed. Ordem dos Economistas, Lisboa, 1998 

* ''Para uma Cidadania de novo tipo", dossiê "Cidadania Europeia,'' in "Europa - Novas Fronteiras", nº 4, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1998

* "A reforma das instituições comunitárias", in "Política Internacional", nº 17, Lisboa, 1998  

* ''Portugal e o Desafio Europeu,'' in "Nação e Defesa", nº 85, ed. Instituto de Defesa Nacional, Lisboa, 1998

*"A Europa e a política externa portuguesa", in "Política Internacional", nº 20, Lisboa, 1999  

* ''O Mercado Interno e a Harmonização Legislativa'', in Anuário, Ordem dos Economistas Portugueses, Lisboa, 1999

* "A Esquerda e a Nova Europa", in "Portugal Socialista", nº 219, ed. Partido Socialista, Lisboa, 1999  

* ''Vésperas de Abril,'' in "Camões", Instituto Camões, Lisboa, 1999

* "Presidência da União Europeia", in "Economia Pura", nº 9, Lisboa, 1999  

* "Uma reforma indispensável?", dossiê "Reforma Institucional", in "Europa - Novas Fronteiras", ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1999

* ''Europa - o fim da História?'', in "Política Internacional", nº 22, Lisboa, 2000 

* "Europa 2000 - a Presidência Portuguesa'', in "ELO - Cooperação e Desenvolvimento", nº 32, ed. Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e Cooperação,  Lisboa 2000 

* ''Perspectivas de evolución del proyeto de integración europea,'' in "Diplomacia", nº 84, Academia Diplomática de Chile, Santiago de Chile, 2000 

* "Presidência Portuguesa da União Europeia: um balanço", in Anuário, ed. Ordem dos Economistas Portugueses, Lisboa, 2000

"A Política Externa Portuguesa e a Europa", in "Lusíada", nº 1, ed. Universidade Lusída, Porto, 2000

* ''O potencial da Europa média'', in "O Mundo em Português", nº 16, ed. Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais, Lisboa, 2001

* ''Portugal e o Tratado de Nice - notas sobre a estratégia negocial portuguesa'', in "Negócios Estrangeiros", nº 1, ed. MNE, Lisboa, 2001  

* "O Fim da História?", in "Política Externa", nº 3, S. Paulo, 2001/2002

* ''Da Democracia na Europa'', in "Ideias à Esquerda", Lisboa, 2003

* "Desafios ao Multilateralismo", in "Janus - Anuário de Relações Exteriores", ed. Universidade Autónoma de Lisboa / jornal Público, Lisboa, 2004

* ''A Europa e o "amigo americano"'', in "Egoísta", nº 16, ed. Grupo Estoril, Estoril, 2004

* ''O Alargamento e a Política Exterior Europeia", dossiê "A PESC e o alargamento da União Europeia'', in "Europa - Novas Fronteiras", nº15, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 2004

* ''OSCE - retrato institucional e funcional'', in "Negócios Estrangeiros", nº 7, ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2004

* ''As novas fronteiras da Rússia'', in "O Mundo em Português", ed. Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais, Lisboa, 2004

* ''Central Asia - Not always a Silk Road to Democracy'', in "OSCE Magazine", Viena, 2004

* ''Portugal e o Tratado Constitucional Europeu'', in "Relações Internacionais", nº 2, ed. IPRI, Lisboa, 2004

* ''As Novas Ameaças à Segurança", in "Revista Militar", Lisboa, 2005

* "Portugal e a Política Externa Brasileira", in "Política Internacional", nº 29, Lisboa, 2005

* "Portugal na PESC: Presente e Futuro", dossiê "A Nova Diplomacia'', in "Janus - Anuário de Relações Exteriores", ed. Universidade Autónoma de Lisboa / jornal Público, Lisboa, 2006 

*"The role of OSCE in conflict prevention", in "Bulletin Peace Studies Group", Coimbra, 2007

* "Um Tratado para outra Europa", in "Política Externa", nº 16, S. Paulo, 2008

* ''Europa: o dilema institucional", in "Janus", nº 15, dossiê "As Incertezas da Europa'', ed. Universidade Autónoma de Lisboa / Observare - Observatório de Relações Exteriores, Lisboa, 2013

* "A Europa é possível?", in "XXI - Ter Opinião", ed. Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa, 2014

* "Um retrato dos Açores", in "Relações Internacionais", nº 44, ed. IPRI, Lisboa, 2014

* "Brasil: uma surpresa anunciada", in "Janus - Anuário de Relações Exteriores", nº 17, dossiê "Integração regional e multilateralismo", ed. Universidade Autónoma de Lisboa / Observare - Observatório de Relações Exteriores, Lisboa, 2015/2016

* "A Europa infiel", in "Egoísta", nº 57, Grupo Estoril, Estoril, 2016

* "Schengen e as ilusões europeias", in "XXI Ter Opinião", nº 6, ed. Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa, 2016

* "Europe at the crossroads", in "Feed", JM World's Magazine, Lisbon, 2016

* "Refletir na desordem", in "Prémio", Lisboa, 2021

* ''Diplomatas e Diplomacia na obra de Eça de Queirós,'' in "Colóquio Letras", Ed. Fund. Calouste Gulbenkian, 2022

* "O regresso do bilateralismo?", in "Negócios Estrangeiros", n. 27, ed. MNE, Lisboa, 2025 

* "Manda quem pode?", in "Prémio", Lisboa, 2026

(*) Não inclui artigos publicados em jornais diários, semanários, quinzenários ou mensários.


Testemunhos (7)

"Testemunho nos 90 anos do ISCSP", ed. ISCSP, Lisboa, 1996

"Mal conheço o Hélder", in "A Primavera toda para ti", org. Margarida Calafate Ribeiro, ed. Editorial Presença, Lisboa, 2004

* ''Testemunho", in "A Revolução Europeia por Francisco Lucas Pires,'' ed. Gabinete do Parlamento Europeu, Lisboa, 2008 

* "Saudades do Luís", in "Homenagem a Luís dos Santos Ferro", ed. Grémio Literário, Lisboa, 2020

* ''Um Homem solidário", in "In Memoriam de Otílio de Figueiredo'', coord. A.M. Pires Cabral e Elísio Neves, ed. Grémio Literário, Vila Real, 2021 

* "Unidos por uma gaveta", in "Era uma vez Jorge Sampaio - Histórias e Imagens", org. João B. Serra, ed. Tinta da China, Lisboa, 2021

* "Conversa entre Joões", in "A Vida é um Rebuçado para Chupar até ao Fim - João Soares, 75 anos", ed. Perspectivas & Realidades, Lisboa, 2024



Textos em outras publicações (3) (*)

* ''Em Lisboa, vá pela sombra", in "Bica", nº 0, Lisboa, 2016

* ''Em Lisboa, pare, escute e olhe o ruido", in "Bica", nº 1, 2016

* "Sete maravilhas", in "Intelligent Life", ed. The Economist / Expresso, Lisboa, 2011

(*) Não inclui artigos publicados em jornais diários, semanários, quinzenários ou mensários.


Prefácios (19)


* "Portugal na União Europeia - Décimo Ano", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros", Lisboa, 1996

* "Acordo de Schengen - Presidência Portuguesa", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 1997

* "Acordo de Schengen - Textos fundamentais", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 1998

* "Elucidário do Tratado de Amesterdão", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2000

* "Europa", de Adolfo Casais Monteiro, ed. Nova Renascença, Porto, 2000

* "Portugal - A European Story'', coord. A. de Vasconcelos, ed. Principia, Cascais, 2000

* "Guia para o Exercício da Presidência Portuguesa", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2000

* "Em Tempos de Inocência - Um Diário da Guiné-Bissau", de António Pinto da França, ed. Prefácio, Lisboa, 2006

* "Traços Marcantes da Vida e Obra do Pe. Antônio Vieira", de José Carlos Brandi Aleixo, ed. Thesaurus, Brasília, 2008

* "Portugal - Como fazer Turismo", Stelson Ponce de Azevedo, Ed. Thesaurus, Brasília, 2008

* "Os Mistérios do Abade de Priscos e outras 80 Histórias Deliciosas da Gastronomia Portuguesa", de Fortunato da Câmara, ed. Esfera dos Livros, Lisboa, 2013

 "Crónicas da Minhas Teclas", de Antunes Ferreira, ed. Prelo, 2014

* "A Guerra nos Balcãs - Jihadismo, Geopolítica e Desinformação", de Carlos Branco, ed. Colibri, Lisboa, 2016

* "A Falar de Viana", ed. Câmara Municipal de Viana do Castelo, Viana do Castelo, 2016

* "Diplomacia de Defesa", de Maria do Rosário Penedos, ed. Chiado, Lisboa, 2017

* "Delito de Opinião, desde 2009 - Uma antologia", vários autores, ed. BookBuilders, Lisboa, 2018

* "Joaquim Pinto - o barbeiro do poder", de Paulo António Monteiro, ed. A.23, Lisboa, 2018

* "Uma Década Kafkiana", de Defensor Moura, ed. Autor, Viana do Castelo, 2024

* "Tentação da Prosa", de Luís Filipe Castro Mendes, ed. Exclamação, Porto, 2024

1 de março de 2026

Curriculum vitæ in English

Francisco Manuel Seixas da Costa


Francisco Manuel Seixas da Costa was born in 1948 in Vila Real, Portugal.


Academic Education

He completed his secondary education in Vila Real in 1966.

He attended the Electrical Engineering programme at the University of Porto between 1966 and 1968, without completing the degree.

He graduated in Political and Social Sciences from the Institute of Social and Political Sciences (ISCSP), University of Lisbon, in 1974.


Student Association Activity

Between 1968 and 1972 he was elected on three occasions to leadership positions in university student associations.

In 1970–1971 he served as President of the General Assembly of the Students’ Association of ISCSPU.

In 1968–1969 and 1972–1973 his election was not ratified following a ministerial decision.



Early Professional Career

He began his professional career at Caixa Geral de Depósitos between 1971 and 1975.

He was also an external collaborator of the company Ciesa-NCK from 1974 to 1979.



Diplomatic Career

In 1975 he joined the Portuguese diplomatic service through a public competitive examination.

Between 1975 and 1979 he served:

- at the Coordinating Office for Development Cooperation of the National Commission for Decolonisation and later of the Ministry for Cooperation (1975–1976);

- at the Directorate-General for Economic Affairs of the Ministry of Foreign Affairs (1976–1979).

Between 1979 and 1982 he served at the Embassy of Portugal in Norway as First Secretary.

Between 1982 and 1986 he served at the Embassy of Portugal in Angola as Counsellor.

Between 1986 and 1990 he returned to the Ministry of Foreign Affairs in Lisbon, where he served:

- at the Directorate-General for the European Communities as Head of Division for Development Cooperation (1986–1987); 

- in the Office of the Secretary of State for Foreign Affairs and Cooperation as Adviser for Development Cooperation (1987–1990).

During this period he was also appointed Director of the Programming and Planning Office of the Institute for Economic Cooperation (1988–1990), while remaining seconded to the above duties.

He joined the Portuguese negotiating team for Portugal’s accession to the Lomé III Convention (1986–1987).

He served as Portugal’s Chief Negotiator for the Lomé IV Convention (1988–1990).

Between 1990 and 1994 he served at the Embassy of Portugal in the United Kingdom as Minister-Counsellor and, in that capacity, as Deputy Permanent Representative of Portugal to the Western European Union (WEU), (London 1990–1993).

Between 1994 and 1995 he returned to the Ministry of Foreign Affairs in Lisbon as Deputy Director-General for European Affairs.

He served as Portugal’s alternate representative in the Reflection Group (Westendorp Group) established by the Council of Ministers of the European Union to prepare the revision of the Maastricht Treaty (1995).

Between 1995 and 2001 he suspended his diplomatic career in order to serve as Secretary of State for European Affairs (see below).

In 2001, at his own request, he left government office and returned to the diplomatic service, being appointed Ambassador and Permanent Representative of Portugal to the United Nations in New York (2001–2002).

In that capacity he was elected: 

- Vice-President of the United Nations Economic and Social Council (ECOSOC) (2001); 

- Chair of the Second Committee (Economic and Financial) of the 56th United Nations General Assembly (2001–2002); 

- Vice-President of the 57th United Nations General Assembly (2002).

At the invitation of the UN Secretary-General Kofi Annan, he joined the Board of the United Nations Fund for International Partnerships (UNFIP) (2001–2002).

In 2002 he was appointed Ambassador and Permanent Representative of Portugal to the Organization for Security and Co-operation in Europe (OSCE) in Vienna, in the year in which Portugal held the OSCE Chairmanship. In that capacity he chaired the OSCE Permanent Council (2002). He served in OSCE until 2004.

Between 2003 and 2004 he chaired the OSCE Contact Group with the Asian Partners for Cooperation.

Between 2003 and 2004 he took part in OSCE missions to twelve countries, leading two of them (Republic of Korea and Japan).

He was also a member of the advisory task force to the Portuguese Government during the negotiations of the European Constitutional Treaty (2003–2004).

He served as Ambassador of Portugal to Brazil (2005–2009).

He served as Ambassador of Portugal to France (2009–2013). 

During this period he also served as 

- non-resident Ambassador to Monaco (2010–2013), 

- Ambassador and Permanent Delegate to UNESCO (2012–2013).

During this period he also served as: 

- Portugal’s representative on the Council of the European Space Agency (ESA) (2009–2013); 
 
- Portugal’s representative to the Bureau International des Expositions (BIE) (2009–2013); 
 
- Portugal’s delegate to the Latin Union (2012–2013); 
 
- Portugal's delegate to the Paris Conference on Syria (2012); 
 
- Portugal's delegate to the Union for the Mediterranean meeting in Paris (2012). 

Other functions during his diplomatic career 

- representing the Ministry of Foreign Affairs in the Interministerial Commission for Economic Relations with the Middle East and Maghreb countries (1976–1978); 

- representing the Ministry of Foreign Affairs in the structure created within the Export Promotion Fund responsible for defining country-risk classifications for trade and investment (1978–1979); 

- representing the Ministry of Foreign Affairs in the Interministerial Commission for Cooperation (1988–1990); 

- serving as member of the jury for admission to the diplomatic service (1994) and of the jury for promotion to the rank of Counsellor of Embassy (1994–1995); 

- serving as member of the Ambassadors’ Forum of the Portuguese Investment Agency (2003–2005); 

- serving as Vice-President of the Board (1994–1995) and later President of the General Assembly (2013–2015) of the Portuguese Diplomatic Association (ASDP); 

- serving as founding member and member of the first board of the Association for Cooperation with the United Nations in Portugal (ACNUP) (1978–1979). 

During his diplomatic and political career he took part in delegations led by four Presidents of the Portuguese Republic on official or state visits to 14 countries, in delegations led by Portuguese government officials (prime ministers, ministers and secretaries of State) to 52 countries, and in other international delegations to 15 countries.

He left the external diplomatic service upon reaching the statutory retirement age on 28 January 2013.

He entered retirement from the Portuguese public service, at his own request, on 11 March 2013.

Between 1 February 2013 and 31 January 2014 he served as Executive Director of the North-South Centre of the Council of Europe.



Political Activity


In 1969, during the dictatorship, he joined the Democratic Electoral Commission of Vila Real.

While serving as a conscript officer during compulsory military service (1973–1975), he participated in the military movement of 25 April 1974 and served as adviser to the National Salvation Junta (1974).

Between 1974 and 1981 he was a member of the Socialist Left Movement (MES).

Between 1995 and 2001 he served as Secretary of State for European Affairs, as part of the 13th and 14th Constitutional Governments led by António Guterres, with Jaime Gama as Minister of Foreign Affairs.

In that capacity: 

- he was Portugal’s chief negotiator for the Treaty of Amsterdam (1995–1997); 

- he chaired the Committee of Ministers of the Schengen Agreement (1997); 

- he was responsible for coordinating Portugal’s position in the negotiations of the European Union’s multiannual financial framework for 2000–2006 (“Agenda 2000”) (1997–1999); 

- he was Portugal’s chief negotiator for the Treaty of Nice (2000); 

- he chaired the negotiating group of the Intergovernmental Conference for the revision of the Treaty on European Union (2000); 

- he chaired the Council of Ministers for the EU Internal Market (2000); 

- he was responsible for preparing the programme and coordinating the Portuguese Presidency of the Council of the European Union (2000). 

Between 1995 and 2001 he headed Portuguese governmental delegations to ministerial meetings of 

- the European Internal Market, 

- the Schengen Agreement, 

- the Western European Union, 

- the EU-European Economic Area, 

- the Council of Europe, 

- the Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), 

- the World Trade Organization (WTO), 

- the Mediterranean Forum, 

- the Euro-Mediterranean Partnership, 

- the 5+5 Dialogue, 

- the EU-Mercosur dialogue, 

- the EU-Rio Group, 

- the EU-San José Group, 

- the EU-Andean Community, 

- the EU-Gulf countries,

- the Stability Pact for South-Eastern Europe. 

During the period in which he served in government he headed Portuguese governmental delegations to 38 countries. He also led European Union missions to Iran and Turkey.

Between 2001 and 2024 he was a member of the Socialist Party (PS).

From 2014 he joined the Socialist Party policy unit which prepared the programme for the 2015 legislative elections.

Since 2025 he has served, as an independent, on the Strategic Council of the Socialist Party.

He publicly supported the presidential candidacies of Salgado Zenha (1986), Jorge Sampaio (1996), Sampaio da Nóvoa (2016) and Marcelo Rebelo de Sousa (2021), and served on the honorary committees of the presidential candidacies of Mário Soares (2006) and António José Seguro (2026).



Past Activity in the Business Sector


In the business sector, he served as: 

- independent member of the Board of Directors of Jerónimo Martins SA (2013–2025); 
 
- member of the Strategic Advisory Council of Mota-Engil Engenharia e Construção, SA (2013–2021); 
 
- member of the Supervisory Board of Beleggingsmaatschappij Tand B.V. (2013–2014); 
 
- member of the Supervisory Board of Warta – Retail and Services Investments BV (2013–2016); 
 
- member of the Board of Directors of Mota-Engil Africa Global Technical Services BV (2014–2016); 
 
- member of the Board of Directors of Mota-Engil, Engenharia e Construção África SA (2016–2021); 
 
- member of the Board of Directors of EDP Renováveis SA (2016–2021); 
 
- President of the Supervisory Board of Tabaqueira EIT – Philip Morris International SA (2018–2020). 

Past Activity as Consultant

As a consultant, he served as: 

- member and later President of the General Council of UTAD – University of Trás-os-Montes and Alto Douro (2009–2012); 

- member of the jury of the French literary prize “Prix des Ambassadeurs – Fondation Prince Pierre de Monaco” (Paris, 2009–2013); 

- member of the Advisory Council of the Faculty of Economics of the University of Coimbra (2010–2018); 

- member of the General Council of the Guimarães City Foundation (2011–2013); 

- member of the commission that prepared the National Strategic Defence Concept for the decade 2013–2022 (2012); 

- member of the Advisory Council of the Faculty of Social and Human Sciences of the Nova University of Lisbon (2013–2018); 

- consultant to the Calouste Gulbenkian Foundation (2013–2021); 

- member of the jury of the University of Coimbra Prize (2015); 

- member of the Scientific Council of the Francisco Manuel dos Santos Foundation Conferences (2016); 

- curator of the NewsMuseum (2016); 

- member of the Council of the Portuguese Honorary Orders, at the invitation of President Marcelo Rebelo de Sousa (2016–2026); 

- consultant to the AEP Foundation (2016–2018); 

- member of the Independent General Council of RTP – Rádio e Televisão de Portugal SA (2018–2021); 

- international consultant to the Bertelsmann Foundation (2019–2020); 

- member of the Advisory Council for Portugal’s participation in Expo 2020 Dubai (2019–2020); 

- commissioner of the exhibition “Portugal, Europe and the World”, organised by the Portuguese Parliament (2021); 

- member of the commission that prepared the National Strategic Defence Concept for the decade 2023–2032 (2022–2023). 


Teaching Activity

He served as a visiting lecturer at: 

- Autonomous University of Lisbon (2014–2018); 

- Military University Institute (2015–2018); 

- European University (2015–2018). 

At the Autonomous University of Lisbon he directed courses preparing candidates for the diplomatic career (2015 and 2017).


Lectures and Conferences

He delivered more than one hundred lectures and conferences in 29 countries on European and international affairs (1975–2025), including presentations at 23 Portuguese universities.


Activity in the Media

He has been a columnist for: 

  • Diário Económico (2013–2015); 
  • Jornal de Notícias (2015–2021); 
  • Evasões magazine (2013–2018); 
  • Epicur magazine (2015–2018); 
  • Jornal de Negócios (2015–2021); 
  • the digital newspaper Acção Socialista (2015); 
  • Jornal Económico (2018–2021); 
  • the digital newspaper A Mensagem de Lisboa (2021–2023). 

In his youth he collaborated with: 

  • the newspaper “A Voz de Trás-os-Montes” (1967–1972); 
  • the sports section of Jornal de Notícias (1967–1968); 
  • Rádio Clube Português (Porto) (1967–1968); 
  • Emissores do Norte Reunidos (1968); 
  • Rádio Universidade (1968). 

During military service he directed the newspaper “O Intendente” at the Practical School of Military Administration (1973–1974).

He served as a resident commentator on international affairs on the television programmes: 

  • “Olhar o Mundo”, RTP (2014–2018); 
  • “Observare”, TVI 24 (2020–2021); 
  • and on CNN Portugal (2021–2024). 


Current Business Activity

He is:
  • independent member of the Board of Directors of Mota-Engil, Engenharia e Construção SA (since 2018); 
  • President of the Advisory Board of Kearney Portugal (since 2018); 
  • President of the Héron Castilho Forum (since 2018); 
  • President of the Supervisory Board of Tabaqueira II SA – Philip Morris International (since 2020); 
  • member of the Advisory Council of Academia CESO – Development Consultants (since 2025). 

Activity in the Field of Gastronomy

  • He is the author of the restaurant blog “Ponto Come” (archive since 2008). 
  • He served as a gastronomic critic for the magazines Sábado (2010), Evasões (2015–2018) and Epicur (2015–2018). 
  • He has been a member (since 2014) and is currently Vice-President of the Board of the Portuguese Academy of Gastronomy. 
  • He has been a member (since 2009) of the Académie des Psychologues du Goût, France, and of several Portuguese and foreign gastronomic confraternities (Brazil and France). 
  • He served as a member of the restaurant jury of the magazine Veja in Brazil and of the Portuguese restaurant award “Lisboa à Prova”. 
  • In 2012, in a public ceremony in Lisbon, he received the annual “Prove Portugal” award, granted by Turismo de Portugal, in recognition of his contribution to the international promotion of Portuguese gastronomy. 
  • He has been a member of the Higher Council of AGAVI – Association for the Promotion of Gastronomy, Wines, Regional Products and Biodiversity since 2010. 
  • He served as consultant to the Association of Hotels, Restaurants and Similar Establishments of Portugal (AHRESP) (2014–2015) for the identification, classification and promotion of Portuguese cuisine restaurants abroad. 
  • He was a member of the working group created by the Council of Ministers (1 April 2014) for the promotion of Portuguese gastronomy (2014–2015). 
  • He served as President of the General Assembly of the European Community of Gastronomic Culture (2018–2020). 


Other Current Activities

  • He has been President of the Board (since 2019) of the Clube de Lisboa – Global Challenges, of which he was founder and director (since 2016). 
  • He has chaired the Lisbon Conferences since 2019. 
  • He is a member of the core group of GRES – Strategic Reflection Group on Security (since 2016). 
  • He is a founding member of the Centre for Security and Defence Studies and Research of Trás-os-Montes and Alto Douro (CEISDTAD) (since 2013). 
  • He is a founding member of Forum Demos (since 2019). 
  • He is a founding member of the Circle for the Study of Centralism (since 2022). 
  • He has been an associate researcher at Observare – Observatory of External Relations of the Autonomous University of Lisbon since 2020. 
  • He is a member of the Cultural Council of the Eça de Queiroz Foundation (since 2021). 
  • He is a member of the Editorial Board of A Mensagem de Lisboa (since 2021). 
  • He has served as President of the jury of the Mário Quartin Graça Scientific Prize, awarded by the Casa da América Latina (since 2023). 
  • He has served as President of the General Assembly of the Portuguese Diabetes Association (since 2025). 
  • He has been a member of the jury of the Ernesto Roma Journalism Prize since 2026. 
  • He has been a member of the Symi Symposium, Athens (since 1999). 
  • He has been a member of the Crabtree Society, London (since 1991), of which he served as President in 2011. 
  • He is the author of the general blog “Duas ou Três Coisas” (published daily since 2 February 2009), the restaurant blog “Ponto Come” (archive since 2008), and the informational blog “… ou Quatro Coisas” (archive since 2003). 
  • He is a commentator on international affairs in the podcast “A Arte da Guerra” on the digital platform of Jornal Económico (since 2021). 
  • He hosts the weekly podcast “Olhe que não, olhe que não”, a dialogue with Jaime Nogueira Pinto, on the 24 Horas platform (since 2025). 

Decorations and Other Distinctions

National Decorations 
  • Officer of the Order of Prince Henry (26 June 1981), awarded by President Ramalho Eanes; 
  • Knight of the Military Order of Christ (7 February 1985), awarded by President Ramalho Eanes; 
  • Grand Officer of the Order of Merit (27 April 1993), awarded by President Mário Soares; 
  • Grand Cross of the Military Order of Christ (9 June 2004), awarded by President Jorge Sampaio. 

Foreign Decorations 
  • Officer of the Order of St. Olav, Norway (1980); 
  • Commander of the Order of St Michael and St George, United Kingdom (1993); 
  • Commander with Star of the Order of Merit, Poland (22 September 1997); 
  • Grand Officer of the National Order of Merit, France (29 November 1999); 
  • Grand Cross of the Order of the Star, Romania (2000); 
  • Grand Cross of the Order of Honour, Greece (17 March 2000); 
  • Grand Cross of the Order of Civil Merit, Spain (25 September 2000); 
  • Grand Cross of the Order of Leopold II, Belgium (9 October 2000); 
  • Grand Officer of the Order of Aeronautical Merit, Brazil (23 October 2007); 
  • Grand Cross of the Order of the Military Public Prosecutor’s Office, Brazil (6 November 2008); 
  • Grand Cross of the National Order of the Southern Cross, Brazil (4 December 2008). 

Other Distinctions 

  • Gold Medal of the Municipality of Vila Real (20 July 2004); 
  • Honorary Citizen of Brasília (2008); 
  • Gold Medal of the Municipality of Elvas (21 April 2013); 
  • Honorary Citizen of Viana do Castelo (20 January 2017); 
  • Honorary Citizen of the City of Elvas (26 January 2024); 
  • Centenary Medal of the City of Vila Real (20 July 2025). 

(March 2026)


11 de fevereiro de 2026

Biografia pessoal (atualizada março 2026)


Francisco Manuel Seixas da Costa nasceu em 1948, em Vila Real


Formação académica

Completou o ensino secundário em Vila Real (1966). 

Frequentou, sem o concluir, o curso de Engenharia Eletrotécnica, na Universidade do Porto (1966-1968).

Licenciou-se em Ciências Políticas e Sociais, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade de Lisboa (1974).


Associativismo estudantil

Entre 1968 e 1972, foi três vezes eleito para cargos como dirigente associativo universitário. 

Em 1970-1971, exerceu funções como presidente da Assembleia Geral da Associação de Estudantes do ISCSPU. 

Em 1968-1969 e em 1972-1973, a sua eleição não foi homologada, por imposição ministerial. 


Início de atividade profissional

Iniciou a vida profissional na Caixa Geral de Depósitos (1971-1975). 

Foi colaborador externo da empresa Ciesa-NCK (1974-1979). 


Carreira diplomática

Em 1975, foi admitido, através de concurso público, no serviço diplomático português. 

Entre 1975 e 1979, esteve colocado 

     - no Gabinete Coordenador para a Cooperação, da Comissão Nacional de Descolonização, e, posteriormente, do Ministério da Cooperação (1975-1976);

     - na Direção-Geral dos Negócios Económicos, do Ministério dos Negócios Estrangeiros (1976-1979).

Entre 1979 e 1982, esteve colocado na embaixada de Portugal na Noruega, acreditado como primeiro-secretário de embaixada.

Entre 1982 e 1986, esteve colocado na embaixada de Portugal em Angola, acreditado como conselheiro de embaixada.

Entre 1986 e 1990, reingressou nos serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, sendo colocado

     - na Direção-Geral das Comunidades Europeias, como chefe de divisão para questões de cooperação para o desenvolvimento (1986-1987);

     - no gabinete do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, como assessor para questões de cooperação para o desenvolvimento (1987-1990).

Foi nomeado diretor do Gabinete de Programação e Planeamento, do Instituto para a Cooperação Económica (1988-1990), mantendo-se destacado nas anteriores funções.

Integrou a equipa negocial portuguesa para a adesão de Portugal à Convenção de Lomé III (1986-1987).

Foi o negociador-chefe por Portugal na negociação da Convenção de Lomé IV (1988-1990). 

Entre 1990 e 1994, esteve colocado na embaixada de Portugal no Reino Unido, como ministro-conselheiro (1990-1994) e, nessa qualidade, foi representante permanente adjunto de Portugal na União da Europa Ocidental (UEO), em Londres (1990-1993). 

Entre 1994 e 1995, reingressou nos serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, sendo colocado na Direção-Geral dos Assuntos Europeus, como diretor-geral adjunto (1994-1995). 

Integrou, como representante alternante português, o Grupo de Reflexão (Grupo Westendorp) criado pelo Conselho de Ministros da União Europeia para lançar as bases para a revisão do Tratado de Maastricht (1995). 

Entre 1995 e 2001, suspendeu a carreira diplomática para exercer funções como Secretário de Estado dos Assuntos Europeus (ver subcapítulo seguinte). 

Em 2001, a seu pedido, deixou as funções governativas e regressou à carreira diplomática, tendo sido nomeado embaixador representante permanente junto da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque (2001-2002). 

Nessa qualidade, foi eleito

     - vice-presidente do Conselho Económico e Social - ECOSOC (2001);

     - presidente da Comissão de Economia e Finanças da 56.ª Assembleia Geral (2001-2002);

     - vice-presidente da 57.ª Assembleia Geral (2002);

Integrou então, a convite do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o conselho do UNFIP - United Nations Fund for International Partnerships (2001-2002) . 

Em 2002, foi nomeado embaixador representante permanente junto da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Viena, no ano em que Portugal exerceu a respetiva presidência, chefiando então o Conselho Permanente da OSCE (2002). Exerceu funções de embaixador junto da OSCE até 2004.

Entre 2003 e 2004, chefiou o Grupo de Contacto da OSCE com os Parceiros Asiáticos para a Cooperação. 

Entre 2003 e 2004, integrou missões da OSCE a 12 países, chefiando duas delas (República da Coreia e Japão).

Integrou a "task force" de aconselhamento do governo português durante a negociação do Tratado Constitucional europeu (2003-2004). 

Foi embaixador de Portugal no Brasil (2005-2009).

Foi embaixador de Portugal em França (2009-2013). Acumulou este cargo com o de embaixador não-residente no Mónaco (2010-2013) e o de embaixador junto da UNESCO (2012-2013).

Cumulativamente com as funções de embaixador em França e embaixador junto da UNESCO, foi 

     - representante de Portugal no Conselho da Agência Espacial Europeia (ESA) (2009-2013).

     - representante de Portugal no Bureau International des Expositions (BIE) (2009-2013).

     - delegado junto da União Latina (2012-2013).

     - delegado na Conferência de Paris sobre a Síria (2012).

     - delegado na reunião da União para o Mediterrâneo, Paris (2012).

Entre outras funções desempenhadas no decurso da sua carreira diplomática

        - integrou, em representação do MNE, a Comissão Interministerial para as Relações Económicas com os Países do Médio Oriente e o Magrebe (1976-1978).

       - foi representante do MNE na estrutura criada junto do Fundo de Fomento de Exportação para a fixação das classificações de risco-país, para efeitos de comércio e investimento (1978-1979).

      - integrou, em representação do MNE, a Comissão Interministerial para a Cooperação (1988 -1990);

      - foi membro do júri para a admissão à carreira diplomática (1994) e do júri para a promoção à categoria de conselheiro de Embaixada, no Ministério dos Negócios Estrangeiros (1994 -1995).

      - foi membro do Fórum dos Embaixadores da Agência Portuguesa para o Investimento (2003-2005).

      - foi vice-presidente da Direção (1994 -1995) e presidente da Assembleia Geral (2013-2015) da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP).

      - foi membro fundador e integrou a primeira direção da Associação para a Cooperação com as Nações Unidas em Portugal (ACNUP) (1978-1979).

Durante a sua carreira diplomática e vida política, fez parte de delegações chefiadas por quatro Presidentes da República portuguesa em visitas oficiais ou de Estado a 14 países, de delegações chefiadas por governantes portugueses (primeiros-ministros, ministros e secretários de Estado) a 52 países e integrou outras delegações internacionais a 15 países.

Deixou o quadro diplomático externo, por ter atingido a idade limite para tal, em 28 de janeiro de 2013. 

Passou à situação de aposentação da função pública, a seu pedido, em 11 de março de 2013. 

Entre 1 de fevereiro de 2013 a 31 de janeiro de 2014, foi diretor executivo do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa.


Atividade política

Em 1969, integrou a Comissão Democrática Eleitoral de Vila Real. 

Enquanto oficial miliciano no serviço militar obrigatório (1973-1975), participou no movimento militar de 25 de Abril de 1974, tendo exercido funções como assessor da Junta de Salvação Nacional (1974).

Entre 1974 e 1981, foi militante do Movimento de Esquerda Socialista (MES). 

Entre 1995 e 2001, exerceu funções como Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, tendo integrado os XIII e XIV Governos Constitucionais, chefiados por António Guterres, tendo Jaime Gama como ministro dos Negócios Estrangeiros. 

Nessa qualidade, 

     - foi o negociador-chefe por Portugal do Tratado de Amesterdão (1995-1997);

     - presidiu ao Comité de Ministros do Acordo de Schengen (1997);

    -  foi responsável pela coordenação da posição portuguesa na negociação da planificação financeira    plurianual da União Europeia entre 2000 e 2006 - "Agenda 2000" (1997-99);

     - foi o negociador-chefe por Portugal do Tratado de Nice (2000);

     - presidiu ao grupo negocial da CIG (Conferência Intergovernamental) para a revisão do Tratado da União Europeia (2000).

     - presidiu ao Conselho de Ministros do Mercado Interno da União Europeia (2000);
 
     - teve a seu cargo a preparação do programa e a coordenação da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (2000). 

Entre 1995 e 2001, dirigiu representações governamentais portuguesas às reuniões ministeriais do Mercado Interno europeu, do Acordo de Schengen, da União da Europa Ocidental (UEO), da UE - Espaço Económico Europeu, do Conselho da Europa, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), da Organização Mundial de Comércio (OMC), do Fórum do Mediterrâneo, da Parceria Euro-Mediterrânica, do Diálogo - 5+5, da UE - Mercosul, da UE - Grupo do Rio, da UE - Grupo de S. José, UE - Comunidade Andina, da UE - Países do Golfo, Pacto de Estabilidade para o Sudoeste Europeu.

No período em que integrou o executivo português, chefiou delegações governamentais portuguesas a 38 países. Dirigiu missões da União Europeia ao Irão e à Turquia.

Entre 2001 e 2024, foi militante do Partido Socialista (PS). 

A partir de 2014, integrou o Gabinete de Estudos do PS, que, nomeadamente, preparou o programa para as eleições legislativas de 2015. 

Desde 2025, como independente, integra o Conselho Estratégico do PS. 

Apoiou publicamente as candidaturas presidenciais de Salgado Zenha (1986), Jorge Sampaio (1996), Sampaio da Nóvoa (2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2021), tendo integrado as Comissões de Honra das candidaturas de Mário Soares (2006) e António José Seguro (2026).


Atividade passada na área empresarial

Na área empresarial, foi 

     - membro independente do Conselho de Administração da empresa Jerónimo Martins SA (2013-2025); 

     - membro do Conselho Consultivo Estratégico da empresa Mota-Engil Engenharia e Construção, SA (2013-2021);

     - membro do Conselho de Supervisão da empresa Beleggingsmaatschappij Tand B.V. (2013-2014);

     - membro do Conselho de Supervisão da empresa Warta - Retail and Services Investments BV (2013-2016);

     - membro do Conselho de Administração da empresa Mota-Engil Africa Global Technical Services BV (2014-2016);

     - membro do Conselho de Administração da empresa Mota-Engil, Engenharia e Construção África SA (2016-2021);

     - membro do Conselho de Administração da empresa EDP Renováveis SA (2016-2021);

     - presidente do Conselho Fiscal da empresa Tabaqueira EIT - Philip Morris International SA (2018-2020). 


Atividade passada como consultor

Como consultor, foi 

     - membro e depois presidente do Conselho Geral da UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (2009-2012);

     - membro do júri do prémio literário francês "Prix des Ambassadeurs - Fondation Prince Pierre de Monaco" (Paris, 2009-2013)

    - membro do Conselho Consultivo da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (2010-2018);

     - membro do Conselho Geral de Fundação Cidade de Guimarães (2011-2013);

     - membro da comissão que preparou o Conceito Estratégico de Defesa Nacional para a década 2013/2022 (2012);

     - membro do Conselho Consultivo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa (2013-2018);

     - consultor da Fundação Calouste Gulbenkian (2013-2021);

     - membro do júri do Prémio Universidade de Coimbra (2015);

     - membro do Conselho Científico dos Encontros da Fundação Francisco Manuel dos Santos (2016);

     - curador do "News Museum" (2016);

     - membro do Conselho das Ordens Honoríficas Portuguesas, a convite do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026). 

     - consultor da Fundação AEP (2016-2018);

     - membro do Conselho Geral Independente da RTP - Rádio e Televisão de Portugal SA (2018-2021);

     - consultor internacional da Fundação Bertelsmann (2019-2020);

     - membro do Conselho Consultivo para a participação portuguesa na Expo 2020 Dubai (2019-2020);

     - comissário da exposição "Portugal, a Europa e o Mundo", organizada pela Assembleia da República (2021)

     - membro da comissão que preparou o Conceito Estratégico de Defesa Nacional para a década 2023/2032 (2022-2023). 


Atividade docente

Foi docente convidado 

- da Universidade Autónoma de Lisboa (2014-2018); 

- do Instituto Universitário Militar (2015-2018);

- da Universidade Europeia (2015-2018). 

Dirigiu, na Universidade Autónoma de Lisboa, cursos de preparação para o acesso à carreira diplomática (2015 e 2017).



Palestras e conferências

Proferiu mais de uma centena de palestras e conferências, em 29 países, sobre temas europeus e internacionais (1975 - 2025), nomeadamente em 23 universidades portuguesas.


Atividade na comunicação social

Foi colunista 

-  do Diário Económico (2013-2015);
-  do Jornal de Notícias (2015-2021);
-  da revista Evasões (2013-2018);
-  da revista Epicur (2015-2018);
-  do Jornal de Negócios (2015-2021);
-  do jornal digital Acção Socialista (2015);
-  do Jornal Económico (2018-2021);
-  do jornal digital A Mensagem de Lisboa (2021-2023). 

Na juventude, foi colaborador 

- do jornal "A Voz de Trás-os-Montes" (1967-1972);
- da secção desportiva do Jornal de Notícias (1967-1968);
- do Rádio Clube Português (Porto) (1967-1968);
- dos Emissores do Norte Reunidos (1968);
- da Rádio Universidade (1968). 

No serviço militar, dirigiu o jornal "O Intendente", na Escola Prática de Administração Militar (1973-1974).

Foi comentador residente nos programas televisivos de relações internacionais

-  “Olhar o Mundo”, da RTP (2014-2018); 
-  “Observare”, da TVI 24 (2020-2021);
-  e na CNN Portugal (2021-2024).



Atividade empresarial atual

É membro independente do Conselho de Administração da empresa Mota-Engil, Engenharia e Construção SA (desde 2018), 

É presidente do Conselho Assessor da empresa Kearney Portugal (desde 2018), 

 É presidente do Fórum Héron Castilho (desde 2018), 

 É presidente do Conselho Fiscal da empresa Tabaqueira II SA - Philip Morris International (desde 2020),

 É membro do Conselho Consultivo da Academia CESO - Development Consultants (desde 2025).


Atividade na área da gastronomia

É autor do blogue sobre restaurantes “Ponto Come” (arquivo desde 2008). 

Foi crítico gastronómico das revistas “Sábado” (2010), “Evasões” (2015-2018) e “Epicur” (2015-2018). 

É membro (desde 2014) e atual vice-presidente da direção da Academia Portuguesa de Gastronomia (APG).

É membro (desde 2009) da Académie des Psychologues du Goût, de França, e de diversas confrarias gastronómicas portuguesas e estrangeiras (Brasil e França). 

Foi membro do júri de restauração da revista “Veja”, no Brasil, e do prémio “Lisboa à Prova”, em Portugal. 

Em 2012, em cerimónia pública em Lisboa, recebeu o prémio anual “Prove Portugal”, atribuído pelo Turismo de Portugal, como reconhecimento pela ação desenvolvida na promoção internacional da gastronomia portuguesa. 

É membro do Conselho Superior da AGAVI - Associação para a Promoção da Gastronomia, Vinhos, Produtos Regionais e Biodiversidade (desde 2010).

Foi consultor da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) (2014/2015), para a identificação, classificação e promoção dos restaurantes com culinária portuguesa no estrangeiro.

Foi membro do grupo de trabalho, criado pelo Conselho de Ministros (1.4.2014), para a divulgação da gastronomia portuguesa (2014-2015).

Foi presidente da Assembleia Geral da Comunidade Europeia de Cultura Gastronómica (2018-2020).


Outras atividades atuais

Preside ao Conselho Diretivo (desde 2019) do Clube de Lisboa - Global Challenges, de que foi fundador e diretor (desde 2016). 

Preside às Conferências de Lisboa (desde 2019). 

Integra o "core group" do GRES - Grupo de Reflexão Estratégica sobre Segurança (desde 2016). 

É membro fundador do Centro de Estudos e Investigação de Segurança e Defesa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CEISDTAD) (desde 2013).

É membro fundador do Forum Demos (desde 2019).

É membro fundador do Círculo de Estudos do Centralismo (desde 2022). 

É investigador associado do Observare - Observatório de Relações Exteriores da Universidade Autónoma de Lisboa (desde 2020). 

Integra o Conselho Cultural da Fundação Eça de Queiroz (desde 2021). 

É membro do Conselho Editorial de "A Mensagem de Lisboa" (desde 2021).

É presidente do júri do Prémio Científico Mário Quartin Graça, da Casa da América Latina (desde 2023). 

É presidente da mesa da Assembleia Geral da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (desde 2025). 

É membro do júri do prémio de jornalismo Ernesto Roma (desde 2026).

É membro do Symi Symposium, Atenas (desde 1999).

É membro da Crabtree Society, Londres (desde 1991), a que presidiu (2011). (https://www.ucl.ac.uk/crabtree/officers)

É autor do blogue generalista "Duas ou Três Coisas" (publicado diariamente, desde 2 de fevereiro de 2009) do blogue sobre restaurantes "Ponto Come" (arquivo desde 2008) e do blogue de registo informativo "... ou Quatro Coisas" (arquivo desde 2003).

É comentador de assuntos internacionais no podcast “A Arte da Guerra”, na plataforma digital do Jornal Económico (desde 2021).

Mantém, na plataforma do jornal "24 Horas", o podcast semanal "Olhe que não, olhe que não", um diálogo com Jaime Nogueira Pinto (desde 2025).


Condecorações e outras distinções recebidas

Condecorações nacionais

  • Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (26 de junho de 1981), condecorado pelo presidente Ramalho Eanes;
  • Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo (7 de fevereiro de 1985), condecorado pelo presidente Ramalho Eanes;
  • Grande-Oficial da Ordem do Mérito (27 de abril de 1993), condecorado pelo presidente Mário Soares;
  • Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (9 de junho de 2004), condecorado pelo presidente Jorge Sampaio.

Condecorações estrangeiras 

  • Oficial da Ordem de Santo Olavo, da Noruega, 1980;
  • Comendador da Ordem de St. Michael e St. George, da Grã-Bretanha, 1993;
  • Comendador com Estrela da Ordem do Mérito, da Polónia, 22 de setembro de 1997;
  • Grande Oficial da Ordem Nacional do Mérito, de França, em 29 de novembro de 1999;
  • Grã-Cruz da Ordem da Estrela, da Roménia, 2000;
  • Grã-Cruz da Ordem de Honra, da Grécia, 17 de março de 2000;
  • Grã-Cruz da Ordem do Mérito Civil, de Espanha, 25 de setembro de 2000;
  • Grã-Cruz da Ordem de Leopoldo II, da Bélgica, 9 de Outubro de 2000;
  • Grande-Oficial da Ordem do Mérito Aeronáutico, do Brasil, 23 de outubro de 2007;
  • Grã-Cruz da Ordem do Ministério Público Militar, do Brasil, 6 de novembro de 2008;
  • Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, 4 de dezembro de 2008.

Outras distinções

  • Medalha de Ouro do município de Vila Real (20 de julho de 2004);
  • Cidadão honorário de Brasília (2008);
  • Medalha de ouro do município de Elvas (21 de abril de 2013);
  • Cidadão de honra de Viana do Castelo (20 de janeiro de 2017);
  • Cidadão honorário da cidade de Elvas (26 de janeiro de 2024);
  • Medalha do Centenário da Cidade de Vila Real (20 julho de 2025).

4 de janeiro de 2026

O regresso do bilateralismo?


(Publicado na revista "Negócios Estrangeiros", n° 27, dezembro de 2025)

1. Os sinais eram evidentes. Nas últimas décadas, o multilateralismo foi acumulando sinais de fadiga que qualquer observador atento conseguia identificar. Os atores internacionais que deveriam ser os guardiões da ordem global pós-1945 começaram a desafiá-la de forma cada vez mais frequente, não através de ruturas dramáticas, mas por uma erosão gradual que ia minando a credibilidade do sistema. O multilateralismo manteve-se de pé sobretudo pela inércia das instituições: as cimeiras continuavam a realizar-se com as suas agendas cheias de declarações, os tratados eram renovados quase que por hábito, mas foi-se tornando cada vez mais evidente que muitos destes projetos sobreviviam menos pelo empenho real dos Estados e mais pela pressão de redes transnacionais da sociedade civil e de movimentos que conseguiam impor agendas que os governos, deixados à sua conta, teriamdificilmente implementado.

O mais revelador nesta dinâmica foi a inversão que ela representava: o multilateralismo, que tinha sido concebido como um instrumento de cooperação entre Estados soberanos, acabava por sobreviver graças a forças que transcendiam as fronteiras nacionais, enquanto os próprios Estados optavam pela passividade ou por formas mais ou menos discretas de sabotagem. 

Esta erosão não se manifestou de forma uniforme. No controlo de armamento nuclear, o Tratado de Não Proliferação ainda mantinha alguma autoridade, mas o seu cumprimento era cada vez mais seletivo. No comércio internacional, a Organização Mundial do Comércio viu-se paralisada por bloqueios negociais que a transformavam num fórum onde pouco já se decidia. E na governação ambiental o Acordo de Paris de 2015 – que à primeira vista parecia um triunfo do multilateralismo – colidia constantemente com as realidades nacionais, onde as promessas de redução de emissões conviviam tranquilamente com subsídios generosos aos combustíveis fósseis.

2. A segunda administração Trump chegou ao poder com a lição estudada. Não inventou este declínio, sistematizou-o com uma determinação que a primeira experiência não tinha conseguido alcançar. Desde a tomada de posse, em janeiro de 2025, a lógica tem sido exposta sem rodeios: os Estados Unidos, enquanto potência hegemónica, recusam-se a alimentar mecanismos de cooperação que lhes imponham encargos desproporcionados, sem retornos tangíveis para os seus interesses nacionais imediatos. As agendas que a administração Trump considera ideológicas – do multilateralismo climático ao direito internacional humanitário – são encaradas como resquícios de um globalismo que já não serve os propósitos americanos. As pautas aduaneiraspunitivas sobre as importações e a ameaça constante de abandonar o Acordo de Paris já não são apenas uma retórica eleitoral, mas sim a expressão de uma doutrina que elevou o “América First ” a um princípio inegociável da política externa.

O peso dos Estados Unidos na economia global, o papel do dólar como moeda de reserva e o facto de Washington continuar a ser o eixo central de alianças como a NATO fazem com que esta postura represente um abalo significativo ao edifício multilateral. No primeiro mandato, entre 2017 e 2021, algumas destas iniciativas tinham sido diluídas por resistências internas e pela relutância de uma parte do “establishment” republicano. Agora, com maior coerência ideológica e com uma base partidária mais consolidada, as decisões tendem a concretizar-se com maior facilidade. A suspensão de contribuições financeiras para agências das Nações Unidas e o boicote a cimeiras da OMC ilustram bem esta mudança de atitude. Trump percebeu que existe um ceticismo profundo na sociedade americana em relação aos “custos do império”, e conseguiu, reconheça-se que com alguma habilidade, alinhar a elite política com uma base eleitoral que vê o multilateralismo como um desperdício de recursos. Esta convergência transforma o que poderia ser apenas um capricho presidencial numa política com sustentabilidade doméstica e com ramificações e impactos que um país como Portugal, dependente dos fluxos comerciais transatlânticos, sente de forma imediata.

3. Acabou o multilateralismo? O multilateralismo de vocação universal, aquele que conseguia reunir países de esferas geopolíticas contraditórias à mesma mesa de negociação, entrou em crise manifesta. Mas perguntar se acabou é provavelmente prematuro. O que parece mais realista é reconhecer que o multilateralismo sobrevive, mas numa forma bastante debilitada. O consenso sobre as grandes agendas – climáticas, comerciais, de segurança nuclear – enfraqueceu drasticamente, e isso reduz naturalmente a capacidade do sistema para constranger os desvios, alguns dos quais protagonizados precisamente pelos Estados dos quais se esperaria um cumprimento exemplar das regras. Neste contexto, o mais provável é que os modelos multilaterais de vocação universal procurem sobretudo garantir a sua continuidade institucional, preservando aquilo que podem, enquanto aguardam por tempos mais favoráveis.

Mas a fragmentação é muito evidente: os acordos regionais multiplicam-se como alternativas parciais ao modelo global e formatos como os BRICS tentam criar polos alternativos à hegemonia ocidental sem que, por enquanto, consigam substituí-la de forma efetiva. Entretanto, a cooperação multilateral – que não vai desaparecer, porque a interdependência económica e as questões de segurança não o permitem – será necessariamente mais limitada nas suas ambições e tenderá a estabelecer-se preferencialmente entre Estados que partilham afinidades políticas e estratégicas. Esta evolução representa um afastamento claro do espírito de acomodação de diferenças que caracterizava o modelo surgido em 1945, aquele que nem a Guerra Fria, com todas as suas tensões, conseguiu destruir por completo. O resultado parece ser uma ordem internacional crescentemente fragmentada, onde o multilateralismo persiste mais como ferramenta tática do que como uma visão estratégica partilhada.

4. Regressamos ao bilateralismo? O bilateralismo nunca desapareceu. Foi, é e continuará a ser a forma primordial da diplomacia, aquela que existe desde os tratados de Vestefália, em 1648, e que esteve na origem da própria arte de negociar entre Estados. Por muito que a cooperação multilateral se tenha tornado relevante desde o século XIX – primeiro com o Concerto da Europa pós-napoleónico, depois com a Liga das Nações e, finalmente, com as Nações Unidas –, o relacionamento bilateral sempre persistiu como elemento essencial na relação internacional. Em contextos como o da União Europeia, a natureza do bilateralismo tradicional alterou-se, entretanto, pela preeminência da arquitetura multilateral coordenada por Bruxelas, onde as diretivas comunitárias acabaram por suplantar muitos dos acordos bilaterais entre Estados-membros.

O “novo” bilateralismo que hoje se afirma tem, no entanto, características bem diferentes. Corresponde a uma preferência assumida por relações estritamente Estado a Estado, defendida por quem considera as instituições multilaterais dispensáveis ou mesmo inconvenientes, na medida em que dificultam negociações diretas onde o mais forte pode ditar a sua lei com maior facilidade. Os acordos recentes entre os Estados Unidos e alguns países do Médio Oriente, ou as cimeiras diretas promovidas por Washington com Pequim, ilustram bem esta tendência para contornar os fóruns multilaterais. 

Ainda não existe, contudo, uma distância temporal suficiente – embora não pareça, estamos apenas no início da segunda administração Trump… – para determinar se estas mudanças são conjunturais, impulsionadas por personalidades e circunstâncias específicas, ou se representarão uma transformação estrutural do sistema internacional. A história ensina alguma prudência: o bilateralismo clássico sempre coexistiu harmoniosamente com o multilateralismo. A questão está em saber se o bilateralismo transacional que hoje se observa é uma ponte para uma eventual recomposição do sistema ou apenas um paliativo temporário.

5. O multilateralismo do pós-1945, com todas as suas imperfeições – as desigualdades de voto nas instituições de Bretton Woods, as paralisias frequentes no Conselho de Segurança –, representou uma democratização importante das relações internacionais. Ofereceu uma igualdade formal a todas as entidades soberanas e gerou um tecido de confiança e previsibilidade que beneficiava sobretudo os países mais fracos. O estabelecimento de regras que, em princípio, deviam ser respeitadas tanto pelos poderosos como pelos mais pequenos garantia a estes últimos que não teriam de se sujeitar apenas à lei do mais forte. Os tribunais internacionais e os mecanismos de arbitragem da OMC permitiam que nações de média dimensão pudessem contestar as grandes potências com argumentos jurídicos, e não apenas com súplicas diplomáticas.

O “novo” bilateralismo que hoje ganha terreno, protagonizado pelas grandes potências, pode ter o efeito inverso, restaurando uma hierarquia onde o poder determina os direitos de forma muito mais direta e ostensiva. As pautas aduaneiras impostas recentemente pelos Estados Unidos sobre produtos europeus, incluindo alguns setores portugueses, segundo critérios perfeitamente arbitrários e de um casuísmo chocante, são uma demonstração clara desta assimetria. A perda de previsibilidade tem custos muito importantes: os investidores enfrentam maior incerteza, os exportadores lidam com a volatilidade cambial e comercial, e num sistema mais fluido a reputação e a fiabilidade tornam-se praticamente os únicos ativos estratégicos verdadeiramente acessíveis aos países de média dimensão. Portugal, com uma economia muito aberta ao exterior, onde as exportações representam uma parte cada vez mais significativa do PIB, sente esta transição de forma particularmente intensa. O risco de retaliações aduaneiras ou de mudanças súbitas nas regras do jogo afeta seriamente setores económicos que, durante décadas, operaram com base em quadros multilaterais relativamente estáveis.

6. Este enquadramento tem implicações particulares para países de média dimensão. Portugal é um país muito antigo, com uma diplomacia forjada ao longo de séculos, e procurou sempre cultivar um conjunto alargado de relações bilaterais como forma de compensar as suas debilidades estruturais. Com o advento da democracia, em 1974, Portugal empreendeu uma integração rápida e bem-sucedida no mundo multilateral do qual estivera bastante afastado, simultaneamente pelo isolamento que a comunidade internacional impôs à ditadura salazarista mas também pela própria idiossincrasia de um regime que cultivava o afastamento de qualquer cooperação internacional que pudesse limitar do poder decisório de Lisboa. A simpatia que o novo regime democrático suscitou internacionalmente contribuiu também para uma expansão notável do relacionamento bilateral e, nos dias de hoje, Portugal mantém uma rede diplomática que poucos países de dimensão comparável conseguem assegurar.

A diplomacia portuguesa soube sempre combinar estas duas vertentes, potenciando os efeitos do bilateralismo no quadro multilateral. Na União Europeia, as presidências portuguesas demonstraram esta capacidade ao utilizar negociações bilaterais com os países mais influentes como forma hábil de forjar consensos comunitários. No espaço lusófono, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Portugal projeta uma influência cultural e económica sem pretensões hegemónicas. À sua escala e com os meios de que dispõe – um corpo diplomático relativamente escasso mas experiente e versátil –, Portugal consegue afirmar-se como um ator com alguma capacidade de influência, reconhecido frequentemente como uma espécie de ponte entre o Norte e o Sul, entre a Europa e as Américas. 

7. Importa, porém, ser realista. Para um país de média dimensão como Portugal, com importantes fragilidades estruturais em matéria de riqueza e competitividade, e com uma economia muito exposta a dinâmicas exteriores que não controla, a crise do multilateralismo representa um desafio sério. Embora a diplomacia portuguesa esteja vocacionada para a exploração intensiva do bilateralismo, este não oferece o mesmo grau de proteção que a arquitetura multilateral proporcionava. O desafio consiste em conseguir preservar a capacidade de influência através de parcerias estratégicas diversificadas, da participação em coligações de geometria variável e da manutenção de credibilidade junto dos parceiros essenciais.

Num mundo onde o poder se afirma de forma mais crua, os países de média dimensão têm de conseguir ser mais astutos, mais ágeis e mais determinados na defesa dos seus interesses. Portugal tem uma larga experiência histórica na gestão equilibrada de alianças e na adaptação a sistemas internacionais voláteis. Cabe-lhe agora conseguir traduzir essa herança na ação diplomática dos tempos que se avizinham. O sistema internacional encontra-se em transição, mas Portugal pode emergir não como uma vítima passiva desta mudança, mas como um ator que soube adaptar-se às novas circunstâncias. A lucidez, a prudência e a determinação serão essenciais para garantir que o bilateralismo sirva os interesses nacionais sem que isso signifique abdicar do horizonte multilateral que, embora debilitado, continua a ser desejável e indispensável.


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Francisco Seixas da Costa é um embaixador aposentado desde que, desde 2013, trabalha como consultor no setor privado. Chefiou as missões na ONU, OSCE, Brasil, França e UNESCO, tendo também servido na Noruega, Angola e Reino Unido. Foi Secretário de Estado dos Assuntos Europeus (1995/2001). É presidente do Clube de Lisboa / Global Challenges e investigador associado do "Observare" (UAL). Tem livros publicados.


Síntese

O multilateralismo global, enfraquecido há décadas por passividade estatal e por sabotagens discretas, enfrenta,desde 2025, uma deliberada aceleração do seu declínio por parte da administração Trump. Neste cenário, surge no palco diplomático um “novo” bilateralismo, que se distingue do clássico por ser transacional e assimétrico, restaurando hierarquias onde o mais forte dita a sua lei, sem mediação multilateral. Esta tendência fragmenta o sistema internacional, favorecendo acordos regionais e negociações diretas que geram incerteza para economias abertas. Para países de média dimensão como é o caso de Portugal, o desafio é complexo e consiste em explorar o bilateralismo através de parcerias diversificadas e de coligações hábeis de interesses, tentando preservar capacidade de influência sem abdicar do horizonte multilateral, ainda que debilitado.​​​​​​​​​​​​​​​​