4 de junho de 2026

O regresso do bilateralismo?


(Publicado na revista "Negócios Estrangeiros", n° 27, dezembro de 2025)

1. Os sinais eram evidentes. Nas últimas décadas, o multilateralismo foi acumulando sinais de fadiga que qualquer observador atento conseguia identificar. Os atores internacionais que deveriam ser os guardiões da ordem global pós-1945 começaram a desafiá-la de forma cada vez mais frequente, não através de ruturas dramáticas, mas por uma erosão gradual que ia minando a credibilidade do sistema. O multilateralismo manteve-se de pé sobretudo pela inércia das instituições: as cimeiras continuavam a realizar-se com as suas agendas cheias de declarações, os tratados eram renovados quase que por hábito, mas foi-se tornando cada vez mais evidente que muitos destes projetos sobreviviam menos pelo empenho real dos Estados e mais pela pressão de redes transnacionais da sociedade civil e de movimentos que conseguiam impor agendas que os governos, deixados à sua conta, teriamdificilmente implementado.

O mais revelador nesta dinâmica foi a inversão que ela representava: o multilateralismo, que tinha sido concebido como um instrumento de cooperação entre Estados soberanos, acabava por sobreviver graças a forças que transcendiam as fronteiras nacionais, enquanto os próprios Estados optavam pela passividade ou por formas mais ou menos discretas de sabotagem. 

Esta erosão não se manifestou de forma uniforme. No controlo de armamento nuclear, o Tratado de Não Proliferação ainda mantinha alguma autoridade, mas o seu cumprimento era cada vez mais seletivo. No comércio internacional, a Organização Mundial do Comércio viu-se paralisada por bloqueios negociais que a transformavam num fórum onde pouco já se decidia. E na governação ambiental o Acordo de Paris de 2015 – que à primeira vista parecia um triunfo do multilateralismo – colidia constantemente com as realidades nacionais, onde as promessas de redução de emissões conviviam tranquilamente com subsídios generosos aos combustíveis fósseis.

2. A segunda administração Trump chegou ao poder com a lição estudada. Não inventou este declínio, sistematizou-o com uma determinação que a primeira experiência não tinha conseguido alcançar. Desde a tomada de posse, em janeiro de 2025, a lógica tem sido exposta sem rodeios: os Estados Unidos, enquanto potência hegemónica, recusam-se a alimentar mecanismos de cooperação que lhes imponham encargos desproporcionados, sem retornos tangíveis para os seus interesses nacionais imediatos. As agendas que a administração Trump considera ideológicas – do multilateralismo climático ao direito internacional humanitário – são encaradas como resquícios de um globalismo que já não serve os propósitos americanos. As pautas aduaneiraspunitivas sobre as importações e a ameaça constante de abandonar o Acordo de Paris já não são apenas uma retórica eleitoral, mas sim a expressão de uma doutrina que elevou o “América First ” a um princípio inegociável da política externa.

O peso dos Estados Unidos na economia global, o papel do dólar como moeda de reserva e o facto de Washington continuar a ser o eixo central de alianças como a NATO fazem com que esta postura represente um abalo significativo ao edifício multilateral. No primeiro mandato, entre 2017 e 2021, algumas destas iniciativas tinham sido diluídas por resistências internas e pela relutância de uma parte do “establishment” republicano. Agora, com maior coerência ideológica e com uma base partidária mais consolidada, as decisões tendem a concretizar-se com maior facilidade. A suspensão de contribuições financeiras para agências das Nações Unidas e o boicote a cimeiras da OMC ilustram bem esta mudança de atitude. Trump percebeu que existe um ceticismo profundo na sociedade americana em relação aos “custos do império”, e conseguiu, reconheça-se que com alguma habilidade, alinhar a elite política com uma base eleitoral que vê o multilateralismo como um desperdício de recursos. Esta convergência transforma o que poderia ser apenas um capricho presidencial numa política com sustentabilidade doméstica e com ramificações e impactos que um país como Portugal, dependente dos fluxos comerciais transatlânticos, sente de forma imediata.

3. Acabou o multilateralismo? O multilateralismo de vocação universal, aquele que conseguia reunir países de esferas geopolíticas contraditórias à mesma mesa de negociação, entrou em crise manifesta. Mas perguntar se acabou é provavelmente prematuro. O que parece mais realista é reconhecer que o multilateralismo sobrevive, mas numa forma bastante debilitada. O consenso sobre as grandes agendas – climáticas, comerciais, de segurança nuclear – enfraqueceu drasticamente, e isso reduz naturalmente a capacidade do sistema para constranger os desvios, alguns dos quais protagonizados precisamente pelos Estados dos quais se esperaria um cumprimento exemplar das regras. Neste contexto, o mais provável é que os modelos multilaterais de vocação universal procurem sobretudo garantir a sua continuidade institucional, preservando aquilo que podem, enquanto aguardam por tempos mais favoráveis.

Mas a fragmentação é muito evidente: os acordos regionais multiplicam-se como alternativas parciais ao modelo global e formatos como os BRICS tentam criar polos alternativos à hegemonia ocidental sem que, por enquanto, consigam substituí-la de forma efetiva. Entretanto, a cooperação multilateral – que não vai desaparecer, porque a interdependência económica e as questões de segurança não o permitem – será necessariamente mais limitada nas suas ambições e tenderá a estabelecer-se preferencialmente entre Estados que partilham afinidades políticas e estratégicas. Esta evolução representa um afastamento claro do espírito de acomodação de diferenças que caracterizava o modelo surgido em 1945, aquele que nem a Guerra Fria, com todas as suas tensões, conseguiu destruir por completo. O resultado parece ser uma ordem internacional crescentemente fragmentada, onde o multilateralismo persiste mais como ferramenta tática do que como uma visão estratégica partilhada.

4. Regressamos ao bilateralismo? O bilateralismo nunca desapareceu. Foi, é e continuará a ser a forma primordial da diplomacia, aquela que existe desde os tratados de Vestefália, em 1648, e que esteve na origem da própria arte de negociar entre Estados. Por muito que a cooperação multilateral se tenha tornado relevante desde o século XIX – primeiro com o Concerto da Europa pós-napoleónico, depois com a Liga das Nações e, finalmente, com as Nações Unidas –, o relacionamento bilateral sempre persistiu como elemento essencial na relação internacional. Em contextos como o da União Europeia, a natureza do bilateralismo tradicional alterou-se, entretanto, pela preeminência da arquitetura multilateral coordenada por Bruxelas, onde as diretivas comunitárias acabaram por suplantar muitos dos acordos bilaterais entre Estados-membros.

O “novo” bilateralismo que hoje se afirma tem, no entanto, características bem diferentes. Corresponde a uma preferência assumida por relações estritamente Estado a Estado, defendida por quem considera as instituições multilaterais dispensáveis ou mesmo inconvenientes, na medida em que dificultam negociações diretas onde o mais forte pode ditar a sua lei com maior facilidade. Os acordos recentes entre os Estados Unidos e alguns países do Médio Oriente, ou as cimeiras diretas promovidas por Washington com Pequim, ilustram bem esta tendência para contornar os fóruns multilaterais. 

Ainda não existe, contudo, uma distância temporal suficiente – embora não pareça, estamos apenas no início da segunda administração Trump… – para determinar se estas mudanças são conjunturais, impulsionadas por personalidades e circunstâncias específicas, ou se representarão uma transformação estrutural do sistema internacional. A história ensina alguma prudência: o bilateralismo clássico sempre coexistiu harmoniosamente com o multilateralismo. A questão está em saber se o bilateralismo transacional que hoje se observa é uma ponte para uma eventual recomposição do sistema ou apenas um paliativo temporário.

5. O multilateralismo do pós-1945, com todas as suas imperfeições – as desigualdades de voto nas instituições de Bretton Woods, as paralisias frequentes no Conselho de Segurança –, representou uma democratização importante das relações internacionais. Ofereceu uma igualdade formal a todas as entidades soberanas e gerou um tecido de confiança e previsibilidade que beneficiava sobretudo os países mais fracos. O estabelecimento de regras que, em princípio, deviam ser respeitadas tanto pelos poderosos como pelos mais pequenos garantia a estes últimos que não teriam de se sujeitar apenas à lei do mais forte. Os tribunais internacionais e os mecanismos de arbitragem da OMC permitiam que nações de média dimensão pudessem contestar as grandes potências com argumentos jurídicos, e não apenas com súplicas diplomáticas.

O “novo” bilateralismo que hoje ganha terreno, protagonizado pelas grandes potências, pode ter o efeito inverso, restaurando uma hierarquia onde o poder determina os direitos de forma muito mais direta e ostensiva. As pautas aduaneiras impostas recentemente pelos Estados Unidos sobre produtos europeus, incluindo alguns setores portugueses, segundo critérios perfeitamente arbitrários e de um casuísmo chocante, são uma demonstração clara desta assimetria. A perda de previsibilidade tem custos muito importantes: os investidores enfrentam maior incerteza, os exportadores lidam com a volatilidade cambial e comercial, e num sistema mais fluido a reputação e a fiabilidade tornam-se praticamente os únicos ativos estratégicos verdadeiramente acessíveis aos países de média dimensão. Portugal, com uma economia muito aberta ao exterior, onde as exportações representam uma parte cada vez mais significativa do PIB, sente esta transição de forma particularmente intensa. O risco de retaliações aduaneiras ou de mudanças súbitas nas regras do jogo afeta seriamente setores económicos que, durante décadas, operaram com base em quadros multilaterais relativamente estáveis.

6. Este enquadramento tem implicações particulares para países de média dimensão. Portugal é um país muito antigo, com uma diplomacia forjada ao longo de séculos, e procurou sempre cultivar um conjunto alargado de relações bilaterais como forma de compensar as suas debilidades estruturais. Com o advento da democracia, em 1974, Portugal empreendeu uma integração rápida e bem-sucedida no mundo multilateral do qual estivera bastante afastado, simultaneamente pelo isolamento que a comunidade internacional impôs à ditadura salazarista mas também pela própria idiossincrasia de um regime que cultivava o afastamento de qualquer cooperação internacional que pudesse limitar do poder decisório de Lisboa. A simpatia que o novo regime democrático suscitou internacionalmente contribuiu também para uma expansão notável do relacionamento bilateral e, nos dias de hoje, Portugal mantém uma rede diplomática que poucos países de dimensão comparável conseguem assegurar.

A diplomacia portuguesa soube sempre combinar estas duas vertentes, potenciando os efeitos do bilateralismo no quadro multilateral. Na União Europeia, as presidências portuguesas demonstraram esta capacidade ao utilizar negociações bilaterais com os países mais influentes como forma hábil de forjar consensos comunitários. No espaço lusófono, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Portugal projeta uma influência cultural e económica sem pretensões hegemónicas. À sua escala e com os meios de que dispõe – um corpo diplomático relativamente escasso mas experiente e versátil –, Portugal consegue afirmar-se como um ator com alguma capacidade de influência, reconhecido frequentemente como uma espécie de ponte entre o Norte e o Sul, entre a Europa e as Américas. 

7. Importa, porém, ser realista. Para um país de média dimensão como Portugal, com importantes fragilidades estruturais em matéria de riqueza e competitividade, e com uma economia muito exposta a dinâmicas exteriores que não controla, a crise do multilateralismo representa um desafio sério. Embora a diplomacia portuguesa esteja vocacionada para a exploração intensiva do bilateralismo, este não oferece o mesmo grau de proteção que a arquitetura multilateral proporcionava. O desafio consiste em conseguir preservar a capacidade de influência através de parcerias estratégicas diversificadas, da participação em coligações de geometria variável e da manutenção de credibilidade junto dos parceiros essenciais.

Num mundo onde o poder se afirma de forma mais crua, os países de média dimensão têm de conseguir ser mais astutos, mais ágeis e mais determinados na defesa dos seus interesses. Portugal tem uma larga experiência histórica na gestão equilibrada de alianças e na adaptação a sistemas internacionais voláteis. Cabe-lhe agora conseguir traduzir essa herança na ação diplomática dos tempos que se avizinham. O sistema internacional encontra-se em transição, mas Portugal pode emergir não como uma vítima passiva desta mudança, mas como um ator que soube adaptar-se às novas circunstâncias. A lucidez, a prudência e a determinação serão essenciais para garantir que o bilateralismo sirva os interesses nacionais sem que isso signifique abdicar do horizonte multilateral que, embora debilitado, continua a ser desejável e indispensável.


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Francisco Seixas da Costa é um embaixador aposentado desde que, desde 2013, trabalha como consultor no setor privado. Chefiou as missões na ONU, OSCE, Brasil, França e UNESCO, tendo também servido na Noruega, Angola e Reino Unido. Foi Secretário de Estado dos Assuntos Europeus (1995/2001). É presidente do Clube de Lisboa / Global Challenges e investigador associado do "Observare" (UAL). Tem livros publicados.


Síntese

O multilateralismo global, enfraquecido há décadas por passividade estatal e por sabotagens discretas, enfrenta,desde 2025, uma deliberada aceleração do seu declínio por parte da administração Trump. Neste cenário, surge no palco diplomático um “novo” bilateralismo, que se distingue do clássico por ser transacional e assimétrico, restaurando hierarquias onde o mais forte dita a sua lei, sem mediação multilateral. Esta tendência fragmenta o sistema internacional, favorecendo acordos regionais e negociações diretas que geram incerteza para economias abertas. Para países de média dimensão como é o caso de Portugal, o desafio é complexo e consiste em explorar o bilateralismo através de parcerias diversificadas e de coligações hábeis de interesses, tentando preservar capacidade de influência sem abdicar do horizonte multilateral, ainda que debilitado.​​​​​​​​​​​​​​​​

2 de abril de 2026

Biografia profissional

Francisco Seixas da Costa

Biografia Profissional (revista em março de 2026)

Índice:

I. Educação e início profissional
Formação académica
Associativismo estudantil
Início de atividade profissional 
II. Atividade diplomática e governativa 
Ingresso e primeiras colocações (1975–1986)
Funções intermédias (1986–1995)
Funções governativas (1995–2001)
Chefias de missão (2001–2013)
Outras funções no âmbito diplomático
III. Atividade política
IV. Atividade académica e intervenção pública 
Atividade docente
Conferências e intervenções
Obra publicada
Intervenção na comunicação social
V.  Atividade empresarial e de consultoria 
Funções no setor empresarial
Cargos empresariais atuais
Assessoria e consultoria
VI. Participação cívica e institucional 
Atividade no domínio da gastronomia
Outras atividades atuais
VII. Condecorações e distinções 
Nacionais
Estrangeiras
Outras distinções 
Anexo I. Conferências e palestras no estrangeiro 
Anexo II. Conferências e palestras em Portugal
Anexo III. Presença na comunicação social 

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Francisco Manuel Seixas da Costa nasceu em 28 de janeiro de 1948, em Vila Real, Portugal.


I. Educação e início profissional 

Formação académica

Concluiu o ensino secundário em Vila Real, em 1966.

Frequentou o curso de Engenharia Eletrotécnica na Universidade do Porto, entre 1966 e 1968.

Concluiu os seus estudos superiores no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), em 1974. Em 1978, concluiu a nova licenciatura em Ciências Sociais e Políticas entretanto criada na mesma instituição.


Associativismo estudantil

Entre 1968–1969, 1970–1971 e 1971–1972 foi eleito para cargos dirigentes no âmbito da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (ISCSPU). 

Em 1970–1971, exerceu funções como presidente da mesa da Assembleia Geral da Associação de Estudantes do ISCSPU.

Em 1968–1969 e 1972–1973, a sua eleição não foi homologada, por determinação ministerial.


Início de atividade profissional

Iniciou a sua atividade profissional, através de concurso de provas públicas, na Caixa Geral de Depósitos, banco a que permaneceu vinculado entre 1971 e 1975. 

Foi colaborador independente da empresa de publicidade e relações públicas Ciesa-NCK, entre 1974 e 1979. 


II. Atividade Diplomática e Governativa

Ingresso e primeiras colocações  (1975–1986)

Ingressou na carreira diplomática portuguesa em 1975, mediante concurso de provas públicas.

Entre 1975 e 1979 exerceu funções:

no Gabinete Coordenador da Cooperação, da Comissão Nacional para a Descolonização, na Presidência da República, e posteriormente no Ministério da Cooperação, onde trabalhou nas relações de cooperação na área da educação com países de expressão portuguesa em África (1975–1976); 
 
no Direção-Geral dos Negócios Económicos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, no Serviço da África, Ásia e Oceania, onde trabalhou nas relações económicas com os países do Médio Oriente e do Magrebe (1976–1979).

Entre 1979 e 1982, foi acreditado como primeiro-secretário na Embaixada de Portugal na Noruega, onde exerceu funções como substituto do chefe de missão. 

No mesmo período e cumulativamente, fez parte da representação diplomática não-residente de Portugal na Islândia.

Entre 1982 e 1986, foi acreditado como conselheiro na Embaixada de Portugal em Angola, tendo a seu cargo o setor de Cooperação para o Desenvolvimento.

Funções intermédias (1986–1995)

Entre 1986 e 1990, regressou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, onde exerceu funções:

na Direção-Geral das Comunidades Europeias, como Chefe de Divisão para a Cooperação para o Desenvolvimento (1986–1987); 

no gabinete do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, como assessor para questões de Cooperação para o Desenvolvimento (1987–1990).

Foi nomeado diretor do Gabinete de Programação e Planeamento, do Instituto para a Cooperação Económica (1988–1990), mantendo-se destacado nas funções de assessoria do gabinete.

Integrou a equipa negociadora para a adesão de Portugal à Convenção de Lomé III (1986–1987). 

Foi o negociador-chefe português na negociação da Convenção de Lomé IV (1988–1990).

Entre 1990 e 1994, esteve colocado como ministro-conselheiro na Embaixada de Portugal no Reino Unido, sendo então o substituto legal do chefe de missão.

Nessa qualidade, foi representante permanente adjunto de Portugal junto da União da Europa Ocidental (UEO) (Londres, 1990–1993).

Em 1994, regressou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para ocupar o cargo de Diretor-geral adjunto dos Assuntos Europeus, tendo a seu cargo os assuntos institucionais e as relações bilaterais com os países da União Europeia.

Foi representante alternante de Portugal no Grupo de Reflexão (Grupo Westendorp), criado pelo Conselho de Ministros da União Europeia para preparar a Conferência Intergovernamental (CIG) de 1996 para a revisão do Tratado de Maastricht (1995). 


Funções governativas (1995–2001)

Entre 1995 e 2001 suspendeu a carreira diplomática para exercer funções como Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, nos XIII e XIV Governos Constitucionais, liderados por António Guterres, sendo Jaime Gama Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Nessa qualidade:

foi o negociador-chefe português para o Tratado de Amesterdão (1995–1997); 

presidiu ao Comité de Ministros do Acordo de Schengen (1997); 

coordenou a posição portuguesa nas negociações do quadro financeiro plurianual da União Europeia para 2000–2006 (Agenda 2000) (1997–1999); 

foi o negociador-chefe português para o Tratado de Nice (2000); 

presidiu ao grupo de negociação da Conferência Intergovernamental para a revisão do Tratado da União Europeia (primeiro semestre de 2000); 

presidiu ao Conselho de Ministros do Mercado Interno da UE (primeiro semestre de 2000); 

preparou e coordenou a Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (1999–2000).

Durante o período em que exerceu funções governativas, chefiou delegações portuguesas a vários países e organizações internacionais, nomeadamente a reuniões ministeriais de: 
  • Conselho da Europa;
  • Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE);
  • Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE);
  • Organização Mundial do Comércio (OMC) (Singapura, Genebra e Seattle);
  • União da Europa Ocidental (UEO);
  • Pacto de Estabilidade para o Sudeste Europeu;
  • estruturas de implementação dos Acordos de Dayton/Paris;
  • Cooperação Mediterrânica (Parceria Euro-Mediterrânica, Fórum do MediterrânicoDiálogo 5+5) 
  • Diálogo entre a União Europeia e o Espaço Económico Europeu, o Mercosul, o Grupo do Rio, Grupo de San José, a Comunidade Andina, o México e o Conselho de Cooperação do Golfo.(CCG).

Chefiou missões da União Europeia ao Irão e à Turquia e presidiu a delegações da UE em reuniões de diálogo político com a Albânia, a então Antiga República Jugoslava da Macedónia e a Moldova.


Chefias de missão (2001–2013)

Em 2001, a seu pedido, cessou funções governativas. 

Regressou à carreira diplomática e foi nomeado embaixador e representante permanente de Portugal junto da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (2001–2002).

Nessa qualidade, foi eleito:

vice-presidente do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) (2001);  

presidente da Segunda Comissão (Assuntos Económicos e Financeiros) da 56.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (2001–2002);

vice-presidente da 57.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (2002).

A convite do Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e a título pessoal, integrou o Conselho do Fundo das Nações Unidas para Parcerias Internacionais (UNFIP) (2001–2002).

Presidiu à “troika” de observadores da ONU (com os Estados Unidos da América e a Rússia) para o processo de paz em Angola (2002).

Foi nomeado embaixador e representante permanente de Portugal junto da Organizaçâo para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Viena, em 2002, ano em que Portugal exerceu a presidência da organização. Nessa qualidade:

presidiu ao Conselho Permanente da OSCE (2002);

integrou a “troika” das presidências da OSCE (2003);

presidiu ao Grupo de Contacto da OSCE com os Parceiros Asiáticos para a Cooperação (2003/2004).

Entre 2003 e 2004 participou em missões da OSCE a doze países, chefiando duas delas (República da Coreia e Japão). 

Permaneceu como embaixador junto da OSCE até 2004.

Foi embaixador de Portugal no Brasil (2005–2009). 

Foi embaixador de Portugal em França (2009–2013).

Exerceu, em acumulação, funções como:

embaixador não residente no Mónaco (2010–2013); 
 
embaixador e delegado permanente junto da UNESCO, em Paris (2012–2013).

Durante este período exerceu ainda funções como:

representante de Portugal no Conselho da Agência Espacial Europeia (ESA) (2009–2013); 
 
representante de Portugal no Bureau International des Expositions (BIE) (2009–2013); 
 
delegado de Portugal na União Latina (2012–2013); 
 
delegado de Portugal à Conferência de Paris sobre a Síria (2012); 
 
delegado de Portugal à reunião da União para o Mediterrâneo, em Paris (2012).

Em 28 de janeiro de 2013, ao tempo em que exercia funções de embaixador em França, atingiu o limite de idade legal para o exercício de funções no quadro externo.

Aposentou-se da função pública portuguesa, a seu pedido, em 11 de março de 2013.

Entre 1 de fevereiro de 2013 e 31 de janeiro de 2014, foi nomeado pelo Conselho da Europa como diretor executivo do respetivo Centro Norte-Sul.


Outras funções no âmbito diplomático


Representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros na Comissão Interministerial para as Relações Económicas com os Países do Médio Oriente e do Magrebe (1976–1978); 

Membro da representação do Ministério dos Negócios Estrangeiros no Grupo de Contacto Intergovernamental Brasil-Portugal para exame das questões relacionadas com investimentos recíprocos;

Membro fundador e membro da primeira direção da Associação para a Cooperação com as Nações Unidas em Portugal (ACNUP) (1978–1979); 

Representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros na estrutura criada no âmbito do Fundo de Fomento de Exportação, para definição de classificações de risco-país para comércio e investimento (1978–1979); 

Integrou a representação do Ministério dos Negócios Estrangeiros na Comissão Interministerial para a Cooperação (1988–1990); 

Membro do júri de admissão à carreira diplomática (1994) e do júri de promoção à categoria de conselheiro de embaixada (1994–1995); 

A título pessoal, integrou a estrutura de aconselhamento do primeiro-ministro, na negociação do projeto de Tratado Constitucional Europeu, correspondendo a um convite formulado pelo XV Governo Constitucional (2003–2004);

Membro do Fórum de Embaixadores da Agência Portuguesa para o Investimento (2003–2005); 

Vice-presidente da direção (1994–1995) e, posteriormente, presidente da Mesa da Assembleia Geral (2013–2015) da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP).

Membro de delegações portuguesas a reuniões multilaterais internacionais, nomeadamente:
 
UNCTAD VII
Comissão de Direitos Humanos, 
Grupo Independente de Programas de Defesa Europeus (IEPG)
Convenções de Lomé III e Lomé IV
Movimento dos Não-Alinhados
Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), 
União para o Mediterrâneo (UpM).


III. Atividade Política

Em 1969, foi um dos promotores da Comissão Democrática Eleitoral (CDE) de Vila Real.

Durante o serviço militar obrigatório (1973–1975), participou no movimento de 25 de Abril de 1974, tendo então desempenhado funções como assessor da Junta de Salvação Nacional (1974).

Entre 1974 e 1981, foi membro do Movimento de Esquerda Socialista (MES).

Entre 2001 e 2024, foi membro do Partido Socialista (PS).

Em 2014 integrou o Gabinete de Estudos do Partido Socialista, que preparou o programa para as eleições legislativas de 2015.

Desde 2025, embora já não filiado, integra, por convite, o Conselho Estratégico do Partido Socialista.

Foi convidado a intervir em iniciativas públicas promovidas por organizações de outros partidos políticos portugueses, nomeadamente CDS-PP (2013), PSD (2023) e Bloco de Esquerda (2024).

Apoiou publicamente as candidaturas presidenciais de Otelo Saraiva de Carvalho (1976), Salgado Zenha (1986), Jorge Sampaio (1996), Sampaio da Nóvoa (2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2021), tendo integrado as comissões de honra das candidaturas presidenciais de Mário Soares (2006) e António José Seguro (2026).


IV. Atividade académica e intervenção pública 

Atividade docente

Exerceu funções como docente convidado em: 

Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) (2014–2018);
Instituto Universitário Militar (IUM) (2015–2018);
Universidade Europeia (2015–2018).

Na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), dirigiu cursos de preparação para candidatos à carreira diplomática (2015 e 2017).

Conferências e intervenções

Proferiu conferências e intervenções em diversos países sobre assuntos europeus e internacionais (1975–2025) (ver Anexo I), incluindo apresentações em várias universidades portuguesas (ver Anexo II).

Obra publicada

Para uma lista completa e atualizada de livros, prefácios e outras publicações, ver a bibliografia (atualizada em março de 2026) aqui.

Intervenção na comunicação social 

Foi colunista regular em 

Diário Económico (2013–2015);
Jornal de Notícias (2015–2021);
revista Evasões (2013–2018);
revista Epicur (2015–2018);
Jornal de Negócios (2015–2021);
jornal digital Acção Socialista (2015);
Jornal Económico (2018–2021);
jornal digital A Mensagem de Lisboa (2021–2023).

Na juventude, colaborou com:

A Voz de Trás-os-Montes (1967–1972);
Jornal de Notícias (secção desportiva)  (1967–1968);
Rádio Clube Português (Porto) (1967–1968);
Emissores do Norte Reunidos (1968);
Rádio Universidade (1968).

Durante o serviço militar, dirigiu o jornal O Intendente na Escola Prática de Administração Militar (EPAM) (1973–1974).

Publicou artigos em diversos jornais e revistas portugueses e estrangeiros (ver Anexo III).

Foi comentador residente de temas internacionais nos programas televisivos:

Olhar o Mundo, RTP (2014–2018);
Observare, TVI 24 (2020–2021);
CNN Portugal (2021–2024).

Foi autor do podcast Olhe que não, olhe que não, um diálogo com Jaime Nogueira Pinto, na plataforma do jornal 24 Horas (2025–2026).

É autor do blogue de interesse geral Duas ou Três Coisas, publicado diariamente desde 2 de fevereiro de 2009, bem como do blogue sobre restaurantes Ponto Come (arquivo desde 2008) e do blogue informativo Ou Quatro Coisas (arquivo desde 2003).

É comentador de assuntos internacionais no podcast A Arte da Guerra, na plataforma digital do Jornal Económico (desde 2021).


V. Atividade empresarial e de consultoria 


Funções no setor empresarial


Foi administrador não executivo independente da Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (grupo multinacional de distribuição) (2013–2025); 
 
Foi membro do Conselho Consultivo Estratégico da Mota-Engil Engenharia e Construção, S.A. (grupo multinacional de engenharia e construção) (2013–2021); 
 
Foi membro do Conselho de Supervisão da Warta – Retail and Services Investments B.V. (2013–2016); 
 
Foi membro independente não-executivo do Conselho de Administração da Mota-Engil Africa Global Technical Services B.V. (2014–2016); 
 
Foi membro independente não-executivo do Conselho de Administração da Mota-Engil, Engenharia e Construção África, S.A. (2016–2021); 
 
Foi membro independente não-executivo do Conselho de Administração da EDP Renováveis, S.A. (empresa multinacional de energias renováveis) (2016–2021); 
 
Foi presidente do Conselho de Supervisão da Tabaqueira EIT – Philip Morris International, S.A. (grupo multinacional de fabrico de produtos de tabaco e de produtos sem combustão) (2018–2020); 
 
Foi presidente do Conselho de Supervisão da Tabaqueira II, S.A. – Philip Morris International (2020–2026).


Cargos empresariais atuais


É administrador independente não executivo da Mota-Engil, Engenharia e Construção, S.A. (desde 2018); 
 
É "business partner" e presidente do Conselho Consultivo da Kearney Portugal (consultoria de gestão global) (desde 2018); 
 
É presidente do Fórum Héron Castilho (debate económico e empresarial) (desde 2018); 
 
É presidente da Mesa da Assembleia Geral da Tabaqueira II, S.A. – Philip Morris International (desde 2026); 
 
É membro do Conselho Consultivo da Academia CESO – Development Consultants (desde 2025).


Assessoria e consultoria


Foi membro e depois presidente do Conselho Geral da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (2009–2012); 
 
Foi membro do júri do prémio literário francês “Prix des Ambassadeurs – Fondation Prince Pierre de Monaco”, Paris (2009–2013); 
 
Foi membro do Conselho Consultivo da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (2010–2018); 
 
Foi membro do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães durante Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura (2011–2013); 
 
Foi membro da comissão que preparou o Conceito Estratégico de Defesa Nacional para a década 2013–2022 (2012); 
 
Foi membro do Conselho Consultivo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2013–2018); 
 
Foi consultor da Fundação Calouste Gulbenkian (2013–2021); 
 
Foi membro do júri do Prémio Universidade de Coimbra (2015); 
 
Foi membro do Conselho Científico da conferência da Fundação Francisco Manuel dos Santos (2016); 
 
Foi curador no NewsMuseum, Sintra (2016); 
 
Foi membro do Conselho das Ordens Honoríficas Portuguesas, a convite do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa (2016–2026); 
 
Foi consultor da Fundação AEP (2016–2018), Porto; 
 
Foi membro do Conselho Geral Independente da RTP – Rádio e Televisão de Portugal, S.A. (2018–2021); 
 
Foi consultor internacional da Fundação Bertelsmann, Gütersloh (2019–2020); 
 
Foi membro do Conselho Consultivo para a participação de Portugal na Expo 2020 Dubai (2019–2020); 
 
Foi co-comissário da exposição “Portugal, Europa e o Mundo”, organizada pela Assembleia da República (2021); 
 
Foi membro da comissão que preparou o Conceito Estratégico de Defesa Nacional para a década 2023–2032 (2022–2023). 


VI. Participação cívica e institucional 

Atividade no domínio da Gastronomia

Integrou júris gastronómicos da revista Veja (Brasília) (2005–2008) e do prémio português Lisboa à Prova (2021–2023); 
 
É autor do blogue gastronómico Ponto Come (arquivo desde 2008); 
 
É membro da Académie des Psychologues du Goût (França) desde 2009 e de várias outras confrarias gastronómicas portuguesas e estrangeiras (Brasil e França); 
 
É membro do Conselho Superior da AGAVI – Associação para a Promoção da Gastronomia, Vinhos, Produtos Regionais e Biodiversidade (Porto) desde 2010; 
 
Foi crítico gastronómico das revistas Sábado (2010), Evasões (2015–2018) e Epicur (2015–2018); 
 
Foi distinguido pelo Turismo de Portugal, com o prémio “Prove Portugal” 2012, pela contribuição dada à promoção internacional da gastronomia portuguesa (2012); 
 
Foi membro (desde 2014) e atual vice-presidente da direção da Academia Portuguesa de Gastronomia (APG)
 
Foi consultor da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal para identificação, classificação e promoção de restaurantes portugueses no estrangeiro (2014–2015); 
 
Foi membro do grupo de trabalho criado pelo Conselho de Ministros para a promoção da gastronomia portuguesa (2014–2015); 
 
Foi presidente da Mesa da Assembleia Geral da Comunidade Europeia de Cultura Gastronómica (2018–2020).

Outras atividades atuais

É membro da Crabtree Society (Londres) desde 1991, tendo sido seu presidente em 2011; 
 
É membro do Symi Symposium (Atenas), desde 1999; 
 
É membro do Círculo Eça de Queiroz, desde 2006; 
 
É membro do conselho editorial da revista digital de relações internacionais Janus.net desde 2010; 
 
É membro do Grémio Literário desde 2009; 
 
É membro fundador do CEISDTAD – Centro de Estudos e Investigação em Segurança e Defesa de Trás-os-Montes e Alto Douro (Alijó), desde 2013; 
 
É membro da Associação 25 de Abril, desde 2016; 
 
É membro do núcleo dirigente do GRES – Grupo de Reflexão Estratégica sobre Segurança desde 2016; 
 
É presidente da direção do Clube de Lisboa – Global Challenges, desde 2019 (fundador e diretor desde 2016); 
 
É associado do Sporting Clube de Portugal, desde 2018; 
 
É presidente das Conferências de Lisboa, desde 2019; 
 
É membro do Fórum Demos, desde 2019; 
 
É investigador associado do Observare – Observatório de Relações Exteriores da Universidade Autónoma de Lisboa, desde 2020; 
 
É membro fundador do Círculo de Estudos do Centralismo, desde 2022; 
 
É membro do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queiroz, desde 2021; 
 
É membro do conselho editorial do jornal digital A Mensagem de Lisboa, desde 2021; 
 
É presidente do júri do Prémio Científico Mário Quartin Graça, atribuído pela Casa da América Latina, desde 2023; 
 
É presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), desde 2025; 
 
É membro do júri do Prémio de Jornalismo Ernesto Roma, desde 2026.


VII. Condecorações e Distinções

Nacionais

  • Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (26 de junho de 1981), por atribuição do Presidente Ramalho Eanes;
  • Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo (7 de fevereiro de 1985), por atribuição do Presidente Ramalho Eanes;
  • Grande-Oficial da Ordem do Mérito (27 de abril de 1993), por atribuição do Presidente Mário Soares;
  • Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (9 de junho de 2004), por atribuição do Presidente Jorge Sampaio.

Estrangeiras

  • Oficial da Ordem de Santo Olavo, Noruega (1980);
  • Comendador da Ordem de São Miguel e São Jorge, Reino Unido (1993);
  • Comendador com Estrela da Ordem do Mérito, Polónia (22 de setembro de 1997);
  • Grande-Oficial da Ordem Nacional do Mérito, França (29 de novembro de 1999);
  • Grã-Cruz da Ordem da Estrela, Roménia (2000);
  • Grã-Cruz da Ordem da Honra, Grécia (17 de março de 2000);
  • Grã-Cruz da Ordem do Mérito Civil, Espanha (25 de setembro de 2000);
  • Grã-Cruz da Ordem de Leopoldo II, Bélgica (9 de outubro de 2000);
  • Grande-Oficial da Ordem do Mérito Aeronáutico, Brasil (23 de outubro de 2007);
  • Grã-Cruz da Ordem do Ministério Público Militar, Brasil (6 de novembro de 2008);
  • Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, Brasil (4 de dezembro de 2008).

Outras distinções

  • Medalha de Ouro do Município de Vila Real (20 de julho de 2004);
  • Cidadão Honorário de Brasília (2008);
  • Medalha de Ouro do Município de Elvas (21 de abril de 2013);
  • Cidadão Honorário de Viana do Castelo (20 de janeiro de 2017);
  • Cidadão Honorário da Cidade de Elvas (26 de janeiro de 2024);
  • Medalha do Centenário da Cidade de Vila Real (20 de julho de 2025).

Anexo I. Conferências e palestras no estrangeiro 

Proferiu conferências ou palestras em instituições como: Columbia University (Nova Iorque, EUA), City University (Nova Iorque, EUA), Harvard University (Cambridge/Boston, EUA), Brown University (Providence, EUA), University of Missouri (Kansas City, EUA), NATO Defense College (Roma, Itália), European University Institute (Florença, Itália), College of Europe (Bruges, Bélgica), University of Orléans (Orleães, França), Université Libre de Bruxelles (Bruxelas, Bélgica), European College (Natolin, Polónia), Middle East Technical University (Ancara, Turquia), Royal Institute for Foreign Affairs – Chatham House (Londres, Reino Unido), Wilton Park (Brighton, Reino Unido), Clingendael Institute (Haia, Países Baixos), Aspen Institute (evento em Roma/Washington, EUA), Universidad de Extremadura (Badajoz, Espanha), Altana Foundation (Frankfurt, Alemanha), Ministério dos Negócios Estrangeiros (Tóquio, Japão), European Institute (Dublin, Irlanda), European Institute (Bratislava, Eslováquia), Centre for European Policy Studies (Bruxelas, Bélgica), Riga Graduate School of Law (Riga, Letónia), Sciences Po (Poitiers, França), University of Trieste (Trieste, Itália), Symi Symposium (evento em Spetses, Grécia), Universidad de Santiago de Chile (Santiago, Chile), École Militaire (Paris, França), International Peace Academy (Nova Iorque, EUA), IFANS (Seul, República da Coreia), Diplomatic Academy (Viena, Áustria), University of Turin (Turim, Itália), Pontifícia Universidade Católica (Rio de Janeiro, Brasil), Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Rio de Janeiro, Brasil), Centre for European Reform (evento em Brighton/Londres, Reino Unido), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Brasil), Universidade Federal de Santa Catarina (Florianópolis, Brasil), Instituto Rio Branco (Brasília, Brasil), Baku Slavic University (Bacu, Azerbaijão), Cebri – Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Rio de Janeiro, Brasil), Fundação Getúlio Vargas (São Paulo, Brasil), Centro Universitário de Brasília – UniCEUB (Brasília, Brasil), Universidade Federal do Ceará (Fortaleza, Brasil), Universidade de Brasília (Brasília, Brasil), Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte, Brasil), Escola Superior de Guerra (Rio de Janeiro, Brasil), Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo, Brasil), Universidade Católica de Brasília (Brasília, Brasil), Universidade de São Paulo (São Paulo, Brasil), Universidade Federal da Bahia (Salvador, Brasil), Université Paris-Nanterre (Paris, França), Ministério dos Negócios Estrangeiros (Argel, Argélia), Ministério dos Negócios Estrangeiros (Astana, Cazaquistão).

(Argélia, Azerbaijão, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Chile, Egito, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Cazaquistão, República da Coreia, Letónia, Japão, Jordânia, Montenegro, Países Baixos, Polónia, Roménia, Eslováquia, Espanha, Tunísia, Turquia, Reino Unido, Uruguai, Estados Unidos da América e Portugal)

Anexo II. Conferências e palestras em Portugal

Em Portugal, proferiu conferências e palestras em instituições públicas e privadas, incluindo as seguintes universidades: Universidade de Lisboa, Universidade NOVA de Lisboa, ISCTE–IUL, Instituto Universitário Militar, Universidade de Évora, Universidade do Algarve, Universidade do Minho, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, Universidade do Porto, Universidade da Beira Interior, Universidade dos Açores, Universidade Autónoma de Lisboa, Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), Universidade Católica Portuguesa (Porto), Universidade Lusíada, Universidade Europeia, Universidade Lusófona (Lisboa), Universidade Lusófona (Porto), Universidade Fernando Pessoa, Universidade Portucalense, Universidade Moderna, Universidade Popular (Ferreira do Alentejo), bem como o Instituto Politécnico de Viseu e o Instituto Politécnico de Bragança.


Anexo III. Presença na comunicação social

Em Portugal, publicou artigos em: Acção Socialista, Açoreano Oriental, Atlantis, Brasil-Europa, Camões, A Capital, O Comércio do Funchal, CNN Portugal, Correio da Manhã, Desenvolvimento, Diário de Notícias, Diário de Notícias do Funchal, Diário Económico, Eco, Economia Pura, O Economista, & Etc., Egoísta, Elo – Cooperação e Desenvolvimento, Epicur, Europa – Novas Fronteiras, Euronotícias, Evasões, Exame, Expresso, Feed, Ideias à Esquerda, O Independente, Janus, Jornal Económico, Jornal i, Jornal de Negócios, Jornal de Notícias, Jornal Europeu, Lusíada, A Mensagem de Lisboa, O Mundo em Português, Nação e Defesa, Negócios Estrangeiros, Notícias de Vila Real, Observador, País Europeu, Política Internacional, Portugal Socialista, Prémio, Primeiro de Janeiro, Público, Referencial, Relações Internacionais, Revista Militar, República, Semanário, Semanário Económico, Semanário Transmontano, O Sol, Tempo, Visão e A Voz de Trás-os-Montes.

Noutros países, publicou artigos em: Le Monde (França), Les Echos (França), El País (Espanha), Mercurio (Chile), Politika (Polónia), Diplomacia (Chile), Carta Capital (Brasil), Correio Braziliense (Brasil), Gazeta Mercantil (Brasil), O Globo (Brasil), Portugal Digital (Brasil), Portuguese Studies (Reino Unido), Política Externa (Brasil), O Estado de S. Paulo (Brasil), Folha de S. Paulo (Brasil), Jornal de Brasília (Brasil), Jornal do Brasil (Brasil), Mundo Lusíada (Brasil), Portugal em Foco (Brasil), Portugal Global (Brasil), A Tarde (Brasil), Valor Económico (Brasil), European Voice (Bélgica), The Parliamentary Monitor (Reino Unido), CSFP Forum (Alemanha) e OSCE Magazine (Áustria).

(Revisto em março de 2026)

30 de março de 2026

Bibliography

Bibliography of Francisco Seixas da Costa

(updated March 2026)

Contents:
  • Authored books (8)
  • Co-authored book (1)
  • Chapters in collective volumes (56)
  • Co-authored chapter in a collective volume (1)
  • Contributions to academic, technical, or professional publications (53) (*)
  • Contributions to other publications (3) (*)
  • Testimonies (11)
  • Prefaces (22)

(*) Excluding articles published in daily or weekly periodicals


 Authored books (8)

* "Diplomacia Europeia - Instituições, Alargamento e o Futuro da União'', prefácio de Mário Soares, ed. Dom Quixote, Lisboa, 2002 

* "Uma Segunda Opinião - Notas de Política Externa e Diplomacia'', prefácio de Jorge Sampaio, ed. Dom Quixote, Lisboa, 2007 

* ''As Vésperas e a Alvorada de Abril'', ed. Thesaurus, Brasília, 2007 

* ''Tanto Mar? - Portugal, o Brasil e a Europa", ed. Thesaurus, Brasília, 2008 

* ''Apontamentos", ed. Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2009 

* ''Saudades Nossas'', ed. do autor, Vila Real, 2016 

*''A Cidade Imaginária", prefácio de Manuel Cardona, ed. Biblioteca Municipal, Vila Real, 2021 

*''Antes que me Esqueça - a diplomacia e a vida", prefácio de Jaime Gama, ed. Dom Quixote, Lisboa, 2023 


Co-Authored Book (1)

''O Caso República'', com António Pinto Rodrigues, ed. autores, Lisboa, 1975 


Chapters in Collective Book (56)

* ''Portugal e a Conferência Intergovernamental para a Revisão do Tratado da União Europeia,'' ed. MNE, Lisboa, 1996 

* ''Os desafios do Alargamento", in "O Desafio Europeu: Passado, Presente, Futuro,'' coord. João Carlos Espada, ed. Principia, Cascais, 1998 
 
* "Regulamentação e Supervisão", in "Euro - a Nova Moeda no Mundo,'' ed. Grupo Mundial-Confiança, Lisboa, 1998 

*"O que é a Agenda 2000", in "A Agenda 2000 da UE: as suas implicações para Portugal", ed. Conselho Económico e Social, Lisboa, 1998  

* "O Projeto Europeu: um Olhar de Portugal", in "O Desafio Europeu - Passado, Presente e Futuro", ed Principia, Cascais, 1998

* ''Desafios de Portugal na Agenda da União Europeia", in "A Diplomacia Portuguesa face ao Sec. XXI'', ed. Instituto Diplomático do MNE, Lisboa, 1999 

* ''Internacionalização - Uma Opção Estratégica para a Economia e as Empresas Portuguesas'', ed. FIEP, Lisboa, 1999 

* ''A Nova Face da Europa,'' in Brasil-Europa, Lisboa/Rio de Janeiro, 1999 

* ''As negociações da Conferência Intergovernamental e o equilíbrio de poderes", in "A Conferência Intergovernamental'', ed. Conselho Económico e Social, Lisboa, 2000 

* ''Outlining Perspectives for Regional Co-Operation", in "The Northern Dimension after Helsinky", ed. Ministry of Foreign Affairs of Finland, Helsínquia, 2000 

* ''La Politique Européenne du Portugal" in "Rencontres Européennes de Pologne", ed. Fondation Robert Schuman, Varsóvia, 2000 

* "An European Vocation" in ''Portugal - A European Story'', coord. A. de Vasconcelos, ed. Principia, s. João do Estoril, 2000 

* ''Presidência Portuguesa da União Europeia e da União da Europa Ocidental em 2000", in "A Diplomacia portuguesa: perspectivas e prioridades,'' ed. Instituto Diplomático do MNE, Lisboa, 2000 

* ''The Portuguese Presidency and the Intergovernmental Conference", in "Rethinking the European Union - IGC 2000 and Beyond,'' ed. European Institute of Public Administration, Maastricht, 2000 

* "The Portuguese EU Presidency in 2000'', ed. Ministry of Foreign Affairs, Lisbon, 2001 

* ''The Interests of Small and Large Member States in the context of Institutional Reform", in "Europe's Constitution - a framework for the future of the Union,'' ed. Herbert Quandt Foundation, Bad Homburg v.d. Höhe, 2001 

* ''A imagem de Portugal na União Europeia", in "A Imagem de Portugal", ed. Instituto Diplomático do MNE, Lisboa, 2001 

* ''The Euro and the World,'' ed. Almedina, Coimbra, 2002 

* ''International Terrorism: the view from Portugal'' ed. K.R. Gupta - Atlantic, New Delhi, 2002 

* ''União Europeia nas Nações Unidas", in "A União Europeia: os caminhos depois de Nice,'' ed. Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Coimbra, 2002 

* ''Trás-os-Montes e Alto Douro - Conversas sobre o Passado e o Futuro'', org. Pedro Garcias, ed. Público e AMTMAD, Lisboa/Bragança, 2002 

* ''Applicability of OSCE CSBMs in Northeast Asia Revisited,'' ed. Institute of Foreign Affairs and National Security, Seul, 2003 

* ''The Search for Conflict Prevention in the New Security Circumstances - European Security Mechanisms and Security in Asia'', ed. OSCE, Viena, 2004 

* ''The Search for Effective Conflict Prevention'' Ministry of Foreign Affairs of Japan, Tóquio, 2004 

* ''A Europa nas Nações Unidas", in "Os Portugueses nas Nações Unidas,'' coord. C. M. Branco e F. P Garcia'','' ed. Prefácio, Lisboa, 2005. 

* ''Uma Constituição Indispensável?", in Portugal no Futuro da Europa,'' org. Paula M. Pinheiro, ed. Gabinetes do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia, Lisboa, 2006 

* "Os Tratados de Amesterdão e de Nice", in ''20 Anos de Integração Europeia'' (1986-2006), coord. N. A. Leitão, ed. Cosmos, Lisboa, 2007 

* ''Crónica dos Noventa", in "Procópio,'' ed. Bar Procópio, Lisboa, 2007 

* ''Pensar Portugal no Mundo'', ed. Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas da Assembleia da República, Lisboa, 2009 

* ''Respostas", in "25 Anos na União Europeia'', coord. E.P. Ferreira, ed. Almedina, Coimbra, 2011 

"A Europa e a política externa da Administração Obama", in "Potências Emergentes e Relações Transatlânticas", coor. Mário Mesquita e Paula Vicente, ed. FLAD / Tinta da China, 2012

* ''Portugal numa Europa em mudança", in "Portugal, a Europa e a Crise Económica e Financeira Internacional'', coord. J. R. Silva, com A. Mendonça e A. Romão, ed. Almedina, Coimbra, 2012 

* ''Segurança e Defesa Nacional - Um Conceito Estratégico'', coord. L. Fontoura, ed. Almedina, Coimbra, 2013 

* ''Diplomacia Económica", in "Portugal no Mundo'', ed. Fundação AEP e Fundação de Serralves, Porto, 2014 

* "O lugar de Portugal", in ''Pontes por Construir - Portugal e Alemanha'', coord. L. Coelho, ed. Bairro dos Livros, Porto, 2015 

* ''A Encruzilhada Europeia", in "A Globalização do Desenvolvimento,'' ed. Clube de Lisboa e Instituto Marquês de Valle Flôr, Lisboa, 2017 

* ''Diplomacia - os próximos 100 anos", in "Olhar o Mundo'', coord. A. Mateus, ed. Marcador, Lisboa, 2017 

* ''Os Interesses Permanentes dos Portugueses'', coord. L. V. de Oliveira, ed. Associação Círculo Dr. José de Figueiredo, Porto, 2017 

* ''O Tempo e o Medo", in "Crónicas da Visão (1993-2018)'', ed. revista Visão, Lisboa, 2018 

* ''Estratégia de Segurança Nacional - Portugal Horizonte 2030'', coord. N. Lourenço e A. Costa, ed. Almedina, Coimbra, 2018 

* ''Portugal na Nova Balança da Europa", in "Conferências do Chiado,'' 2º ciclo, ed. CidSenior, Lisboa, 2018 

* "Embaixadores 'políticos' e diplomatas em governos portugueses", in "Estudo da Estrutura Diplomática Portuguesa", coord. Luís Moita, Luís Valença Pinto e Paula Pereira, ed. Observare, Lisboa, 2019

* "A Segunda Presidência portuguesa. A Agenda de Lisboa", in ''As Décadas da Europa'', coord. J.R. Lã, A. Cunha e P. S. Nunes, ed. Book Builders, Lisboa, 2019 

* ''A Imagem de Portugal'', coord. L. V. Oliveira, ed. Associação Círculo Dr. José de Figueiredo, Porto, 2020 

* ''A China, os EUA e nós", in "Conversas Globais'', coord. P. Pinto, ed. Bertrand, Lisboa, 2020 

* "Abril no meio da vida", in "Antologia - o 25 de Abril de 1974. Testemunhos, coord. C. Almada Contreiras e F. Mão de Ferro, ed. Colibri, Lisboa, 2020

* ''A Europa no limiar do século XXI: a segunda Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia: 2000", in "Cova da Moura - A Casa dos Assuntos Europeus'', ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2021 

* ''Património Mundial - 20 anos depois. História, Cultura e Património do Douro'', org. L. V. de Oliveira, ed. Amigos de Ventozelo, Régua, 2022 

* ''Soberania e Consciência Nacional", in "A Diplomacia e a Independência de Portugal,'' coord. J. R. Lã, A .L. Faria e A. Cunha, ed. Book Builders, Lisboa, 2022 

* ''... e a Europa aqui tão perto", in "Europeus - Portugal, a Europa e o Mundo,'' coord. F. Rollo e F. Seixas da Costa, ed. Assembleia da República, Lisboa, 2023 

* ''Memória sobre a Segunda Presidência", in "Portugal e as Presidências do Conselho da União Europeia,'' coord. Reinaldo S. Hermenegildo, ed. Fronteira do Caos, Porto, 2023. 

* ''Uma visão europeia", in Segurança - da Europa ao Indo-Pacífico'', ed. Clube de Lisboa / Global Challenges, Lisboa, 2024. 

* "Portugal, seis meses na Presidência da União Europeia", in "E se falássemos da Europa?", coord. Margarida Marques, ed. Tinta da China, Lisboa, 2025

* ''Assim estamos", in "O que faz falta - 50 anos de Arquitetura Portuguesa em Democracia'', org. Jorge Figueira e Ana Neiva, ed. Casa da Arquitectura, Matosinhos, 2025. 

* ''Uma Europa sem otimismo", in "75 Anos da Declaração Schuman - Que Futuro para a Europa?,'' coord. Ana Catarina Mendes, ed. Uma Parceria, Lisboa, 2025 

* ''Explicar", in "Um Mundo Dividido,'' ed. Clube de Lisboa, Lisboa, 2025 



Co-authored chapter in a collective volume (1)

* ''Portugal", in "Europe’s Coherence Gap in External Crisis and Conflict Management'', com Patrícia Magalhães Ferreira, ed. Bertelsmann Stiftung, Guetersloh, 2020 
   


Contributions to academic, technical, or professional publications (*) (53)


* ''Britain and the Opposition to the 'New State','' in "Portuguese Studies", Vol. 10, ed. King's College, Londres,1994

* "Portugal e a Conferência Intergovernamental para a revisão do Tratado da União Europeia", in "Política Internacional", nº 12, Lisboa, 1996 

* ''Portugal and the New Europe'', in CFSP Forum, nº 1/97, ed. Institute für Europäische Politik, Bona, 1997 

* ''UEM - Um projeto político-económico numa Europa solidária", dossiê "União Económica e Monetária,'' "Europa - Novas Fronteiras", nº 1, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1997 

* ''Tratado de Amesterdão - História de uma negociação'', in "Política Internacional", nºs 15/16, Lisboa, 1997

* "Portugal e a nova agenda europeia", in "O Economista", nº 19, Lisboa, 1997  

Creating a flexible approach'', in "The Parliamentarian Monitor", Londres, 1997 

* ''Conferência intergovernamental. A perspectiva portuguesa da negociação do Tratado de Amesterdão", dossiê "Da Conferência Intergovernamental ao Tratado de Amesterdão'', in "Europa - Novas Fronteiras, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1997 

* ''Direitos Cívicos e Sociais e o Tratado da União Europeia'', in "Desenvolvimento", nº 8, ed. Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, Lisboa, 1997 

* ''O Tratado de Amesterdão e a segurança comum europeia", dossiê "Política Externa e de Segurança Comum,'' in Europa - novas fronteiras", nº 3, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1998

*"Reasons for sharing the Enlargement burden", in "European Voice", Bruxelas, 1998

* ''O Alargamento da União Europeia'', in "Anuário", ed. Ordem dos Economistas, Lisboa, 1998 

* ''Para uma Cidadania de novo tipo", dossiê "Cidadania Europeia,'' in "Europa - Novas Fronteiras", nº 4, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1998

* "A reforma das instituições comunitárias", in "Política Internacional", nº 17, Lisboa, 1998  

* ''Portugal e o Desafio Europeu,'' in "Nação e Defesa", nº 85, ed. Instituto de Defesa Nacional, Lisboa, 1998

*"A Europa e a política externa portuguesa", in "Política Internacional", nº 20, Lisboa, 1999  

* ''O Mercado Interno e a Harmonização Legislativa'', in Anuário, Ordem dos Economistas Portugueses, Lisboa, 1999

* "A Esquerda e a Nova Europa", in "Portugal Socialista", nº 219, ed. Partido Socialista, Lisboa, 1999  

* ''Vésperas de Abril,'' in "Camões", Instituto Camões, Lisboa, 1999

* "Presidência da União Europeia", in "Economia Pura", nº 9, Lisboa, 1999  

* "Uma reforma indispensável?", dossiê "Reforma Institucional", in "Europa - Novas Fronteiras", ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 1999

* ''Europa - o fim da História?'', in "Política Internacional", nº 22, Lisboa, 2000 

* "Europa 2000 - a Presidência Portuguesa'', in "ELO - Cooperação e Desenvolvimento", nº 32, ed. Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e Cooperação,  Lisboa 2000 

* ''Perspectivas de evolución del proyeto de integración europea,'' in "Diplomacia", nº 84, Academia Diplomática de Chile, Santiago de Chile, 2000 

* "Presidência Portuguesa da União Europeia: um balanço", in Anuário, ed. Ordem dos Economistas Portugueses, Lisboa, 2000

"A Política Externa Portuguesa e a Europa", in "Lusíada", nº 1, ed. Universidade Lusíada, Porto, 2000

* ''O potencial da Europa média'', in "O Mundo em Português", nº 16, ed. Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais, Lisboa, 2001 

* ''Portugal e o Tratado de Nice - notas sobre a estratégia negocial portuguesa'', in "Negócios Estrangeiros", nº 1, ed. MNE, Lisboa, 2001  

* "O Fim da História?", in "Política Externa", nº 3, S. Paulo, 2001/2002

* ''Da Democracia na Europa'', in "Ideias à Esquerda", Lisboa, 2003 

* "Desafios ao Multilateralismo", in "Janus - Anuário de Relações Exteriores", ed. Universidade Autónoma de Lisboa / jornal Público, Lisboa, 2004

* ''A Europa e o "amigo americano"'', in "Egoísta", nº 16, ed. Grupo Estoril, Estoril, 2004 

* ''O Alargamento e a Política Exterior Europeia", dossiê "A PESC e o alargamento da União Europeia'', in "Europa - Novas Fronteiras", nº15, ed. Centro Jacques Delors, Lisboa, 2004 

* ''OSCE - retrato institucional e funcional'', in "Negócios Estrangeiros", nº 7, ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2004 

* ''As novas fronteiras da Rússia'', in "O Mundo em Português", ed. Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais, Lisboa, 2004 

* ''Central Asia - Not always a Silk Road to Democracy'', in "OSCE Magazine", Viena, 2004 

* ''Portugal e o Tratado Constitucional Europeu'', in "Relações Internacionais", nº 2, ed. IPRI, Lisboa, 2004 

* ''As Novas Ameaças à Segurança", in "Revista Militar", Lisboa, 2005

* "Portugal e a Política Externa Brasileira", in "Política Internacional", nº 29, Lisboa, 2005

* "Portugal na PESC: Presente e Futuro", dossiê "A Nova Diplomacia'', in "Janus - Anuário de Relações Exteriores", ed. Universidade Autónoma de Lisboa / jornal Público, Lisboa, 2006 

*"The role of OSCE in conflict prevention", in "Bulletin Peace Studies Group", Coimbra, 2007

* "Um Tratado para outra Europa", in "Política Externa", nº 16, S. Paulo, 2008

* ''Europa: o dilema institucional", in "Janus", nº 15, dossiê "As Incertezas da Europa'', ed. Universidade Autónoma de Lisboa / Observare - Observatório de Relações Exteriores, Lisboa, 2013

* "A Europa é possível?", in "XXI - Ter Opinião", ed. Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa, 2014

* "Um retrato dos Açores", in "Relações Internacionais", nº 44, ed. IPRI, Lisboa, 2014

* "Brasil: uma surpresa anunciada", in "Janus - Anuário de Relações Exteriores", nº 17, dossiê "Integração regional e multilateralismo", ed. Universidade Autónoma de Lisboa / Observare - Observatório de Relações Exteriores, Lisboa, 2015/2016

* "A Europa infiel", in "Egoísta", nº 57, Grupo Estoril, Estoril, 2016

* "Schengen e as ilusões europeias", in "XXI Ter Opinião", nº 6, ed. Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa, 2016

* "Europe at the crossroads", in "Feed", JM World's Magazine, Lisbon, 2016

* "Refletir na desordem", in "Prémio", Lisboa, 2021

* ''Diplomatas e Diplomacia na obra de Eça de Queirós,'' in "Colóquio Letras", Ed. Fund. Calouste Gulbenkian, 2022 

* "O regresso do bilateralismo?", in "Negócios Estrangeiros", n. 27, ed. MNE, Lisboa, 2025 

* "Manda quem pode?", in "Prémio", Lisboa, 2026

(*) Excluding articles published in daily or weekly periodicals


Contributions to other publications (*) (3) 

* ''Em Lisboa, vá pela sombra", in "Bica", nº 0, Lisboa, 2016

* ''Em Lisboa, pare, escute e olhe o ruido", in "Bica", nº 1, 2016

* "Sete maravilhas", in "Intelligent Life", ed. The Economist / Expresso, Lisboa, 2011

(*) Excluding articles published in daily or weekly periodicals


Testimonies (11)

"Nos 90 anos do ISCSP", ed. ISCSP, Lisboa, 1996

"Mal conheço o Hélder", in "A Primavera toda para ti", org. Margarida Calafate Ribeiro, ed. Editorial Presença, Lisboa, 2004

* ''Testemunho", in "A Revolução Europeia por Francisco Lucas Pires,'' ed. Gabinete do Parlamento Europeu, Lisboa, 2008 

* “Águas Passadas no D.O.C.”, in “Rui Paula, uma Cozinha no Douro”, ed. QUIDNOVI, Lisboa, 2008

* "Banca para que te quero", in "E Agora, Portugal", de Eduardo Teixeira, ed. autor, Lisboa, 2019

* "Saudades do Luís", in "Homenagem a Luís dos Santos Ferro", ed. Grémio Literário, Lisboa, 2020

* "O meu capitão", in "Referencial", Lisboa, 2020

* ''Um Homem solidário", in "In Memoriam de Otílio de Figueiredo'', coord. A.M. Pires Cabral e Elísio Neves, ed. Grémio Literário, Vila Real, 2021 

* "Unidos por uma gaveta", in "Era uma vez Jorge Sampaio - Histórias e Imagens", org. João B. Serra, ed. Tinta da China, Lisboa, 2021

* "Conversa entre Joões", in "A Vida é um Rebuçado para Chupar até ao Fim - João Soares, 75 anos", ed. Perspectivas & Realidades, Lisboa, 2024

* "Mensagem ao Elísio", in "História ao Café", ed. Fam, Vila Real, 2025

Prefaces (22)


"Portugal na União Europeia - Décimo Ano", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros", Lisboa, 1996

* "Acordo de Schengen - Presidência Portuguesa", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 1997

* "Acordo de Schengen - Textos fundamentais", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 1998

* "Elucidário do Tratado de Amesterdão", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2000

* "Europa", de Adolfo Casais Monteiro, ed. Nova Renascença, Porto, 2000

* "Portugal - A European Story'', coord. A. de Vasconcelos, ed. Principia, Cascais, 2000

* "Guia para o Exercício da Presidência Portuguesa", ed. Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 2000

* "Arte Portuguesa em Brasília", ed. Embaixada de Portugal em Brasília, Brasília, 2005

* "Em Tempos de Inocência - Um Diário da Guiné-Bissau", de António Pinto da França, ed. Prefácio, Lisboa, 2006

* "Traços Marcantes da Vida e Obra do Pe. Antônio Vieira", de José Carlos Brandi Aleixo, ed. Thesaurus, Brasília, 2008

* "Portugal - Como fazer Turismo", Stelson Ponce de Azevedo, Ed. Thesaurus, Brasília, 2008

* "Humanistas da Lusofonia - Percursos e factos, de Aristides Sousa Mendes a Austregésilo de Athayde, Ed. Autor, Fortaleza, Brasil, 2011

* "Os Mistérios do Abade de Priscos e outras 80 Histórias Deliciosas da Gastronomia Portuguesa", de Fortunato da Câmara, ed. Esfera dos Livros, Lisboa, 2013

 * "Crónicas das Minhas Teclas", de Antunes Ferreira, ed. Prelo, 2014

* "A Guerra nos Balcãs - Jihadismo, Geopolítica e Desinformação", de Carlos Branco, ed. Colibri, Lisboa, 2016

* "A Falar de Viana", ed. Câmara Municipal de Viana do Castelo, Viana do Castelo, 2016

* "Diplomacia de Defesa", de Maria do Rosário Penedos, ed. Chiado, Lisboa, 2017

* "Delito de Opinião, desde 2009 - Uma antologia", vários autores, ed. BookBuilders, Lisboa, 2018

* "Joaquim Pinto - o barbeiro do poder", de Paulo António Monteiro, ed. A.23, Lisboa, 2018

* "Uma Década Kafkiana", de Defensor Moura, ed. Autor, Viana do Castelo, 2024

* "Tentação da Prosa", de Luís Filipe Castro Mendes, ed. Exclamação, Porto, 2024

* "A Revolução dos Cravos vista pela Diplomacia Francesa", de José Janela Antunes, ed. Imprensa Nacional - Casa da Moeda, Lisboa, 2026